segunda-feira, 5 de abril de 2010

"Uma dor que desatina"



É meu costume mistificar as palavras para fazer qualquer confissão 
Dessa vez eu quero falar, de forma natural e simples. 
Como a dor que eu sinto. 
A vida agora deu-nos a distância 
Dois aviões em rotas diferentes na existência 
Lembro que eramos amantes, amigos e irmãos 
Mas de repente o fim mais desagradável. 
Evite o banal "I'm sorry ' piedade nunca foi o meu forte. 
É justa minha dor, claro que dói. 
Chego a pensar na existência duvidosa de Deus. 
Ah, sim! 
Como ele pode ser tão injusto? 
Chame de blasfêmia,chame do que quiser 
Eu chamo de injustiça 
Me deixar sem recurso ou direito de resposta 
Em face da tal condenação
Mas não ouçam a verdade de uma "poeta" decadente, 
Impotente diante do monstro de uma recusa, 
Aquela que sempre sofreu, e "nunca mereceu"! 
A que desperdiçava seu tempo com: 
"Não pare de rezar, 
Não deixe nunca de sorrir, 
Não pare nunca de acreditar que a vida vale a pena, 
Que se Deus a tinha feito, 
Como ele não a amava o suficiente"
Agora eu imploro minha alegria:
Não acredite mais neles. 

sábado, 3 de abril de 2010

Les Poêtes



Ce sont de drôl's de typ's qui vivent de leur plume Ou qui ne vivent pas c'est selon la saison Ce sont de drôl's de typ's qui traversent la brume Avec des pas d'oiseaux sous l'aile des chansons Leur âme est en carafe sous les ponts de la Seine Les sous dans les bouquins qu'ils n'ont jamais vendus Leur femme est quelque part au bout d'une rengaine Qui nous parle d'amour et de fruit défendu Ils mettent des couleurs sur le gris des pavés Quand ils marchent dessus ils se croient sur la mer Ils mettent des rubans autour de l'alphabet Et sortent dans la rue leurs mots pour prendre l'air Ils ont des chiens parfois compagnons de misère Et qui lèchent leurs mains de plume et d'amitié Avec dans le museau la fidèle lumière Qui les conduit vers les pays d'absurdité Ce sont des drôl's de typ's qui regardent les fleurs Et qui voient dans leurs plis des sourires de femme Ce sont de drôl's de typ's qui chantent le malheur Sur les pianos du cœur et les violons de l'âme Leurs bras tout déplumés se souviennent des ailes Que la littérature accrochera plus tard A leur spectre gelé au-dessus des poubelles Où remourront leurs vers comme un effet de l'Art Ils marchent dans l'azur la tête dans les villes Et savent s'arrêter pour bénir les chevaux Ils marchent dans l'horreur la tête dans des îles Où n'abordent jamais les âmes des bourreaux Ils ont des paradis que l'on dit d'artifice Et l'on met en prison leurs quatrains de dix sous Comme si l'on mettait aux fers un édifice Sous prétexte que les bourgeois sont dans l'égout... A mes amis, poêtes - des lettres, de la musique, de la peinture, de la sculpture, du desin et, surtout, du destin. Voire Léo

Ferré chantant/disant ce poème en youtube: Léo Ferré


  

Per te mio belloamore



Ti innamorerò
lo sguardo
distratto

mentre cercherai
gioie lontane

albeggiandoti
nel cuore
come un diamante
al raggio

e di luce
vestendomi
lo trafiggerò

senza
far rumore
alcuno

guardando
con occhi
di madre
il tuo cercarmi

ad accoglierti
fra braccia
dolenti
di attesa

morbida
vellutata
sera sarò

adagiato al fianco
di me montagna

del tuo raggiungermi
vetta scoscesa

sentirai
fra mani giunte

la voce
sommessamente
flebile

che dice
in un soffio

io ti amo.



FELIZ ANIVERSARIO ALE!

Hoje é aniversário dele 42 anos...
                            FELIZ ANIVERSARIO ALE!!! 
Onde quer que esteja sinta meu abraço e um beijo terno.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Coisas da vida.


"Alguns encontros na vida se assemelham às duas últimas passagens do 
Cometa Halley. Em 1910, parecia tão próximo, quase que ao alcance 
de um toque. Provocou entusiasmo, esperança. 
Mas quando retornou em 1986, voltou distante, sem brilho e nem notamos quando se foi."


Zoca Moraes

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Poesias e músicas...

DA CHEGADA DO AMOR

Sempre quis um amor
que falasse
que soubesse o que sentisse.

Sempre quis uma amor que elaborasse
Que quando dormisse
ressonasse confiança
no sopro do sono
e trouxesse beijo
no clarão da amanhecice.

Sempre quis um amor
que coubesse no que me disse.

Sempre quis uma meninice
entre menino e senhor
uma cachorrice
onde tanto pudesse a sem-vergonhice
do macho
quanto a sabedoria do sabedor.

Sempre quis um amor cujo
BOM DIA!
morasse na eternidade de encadear os tempos:
passado presente futuro
coisa da mesma embocadura
sabor da mesma golada.

Sempre quis um amor de goleadas
cuja rede complexa
do pano de fundo dos seres
não assustasse.

Sempre quis um amor
que não se incomodasse
quando a poesia da cama me levasse.

Sempre quis uma amor
que não se chateasse
diante das diferenças.

Agora, diante da encomenda
metade de mim rasga afoita
o embrulho
e a outra metade é o
futuro de saber o segredo
que enrola o laço,
é observar
o desenho
do invólucro e compará-lo
com a calma da alma
o seu conteúdo.

Contudo
sempre quis um amor
que me coubesse futuro
e me alternasse em menina e adulto
que ora eu fosse o fácil, o sério
e ora um doce mistério
que ora eu fosse medo-asneira
e ora eu fosse brincadeira
ultra-sonografia do furor,
sempre quis um amor
que sem tensa-corrida-de ocorresse.

Sempre quis um amor
que acontecesse
sem esforço
sem medo da inspiração
por ele acabar.

Sempre quis um amor
de abafar,
(não o caso)
mas cuja demora de ocaso
estivesse imensamente
nas nossas mãos.

Sem senãos.

Sempre quis um amor
com definição de quero
sem o lero-lero da falsa sedução.

Eu sempre disse não
à constituição dos séculos
que diz que o "garantido" amor
é a sua negação.

Sempre quis um amor
que gozasse
e que pouco antes
de chegar a esse céu
se anunciasse.

Sempre quis um amor
que vivesse a felicidade
sem reclamar dela ou disso.

Sempre quis um amor não omisso
e que suas estórias me contasse.

Ah, eu sempre quis uma amor que amasse. 
Elisa Lucinda


Poesia extraída do livro "Eu te amo e suas estréias", Editora Record - Rio de Janeiro, 1999