domingo, 23 de maio de 2010

Algo que já passou

Lembro exatamente como tudo isso começou, como eu me deixei render! Lutara! Sim, mais do que qualquer tola lutaria, eu lutei para não me entregar à esse sentimento... 
 E perdera miseravelmente... 






segunda-feira, 17 de maio de 2010

Meus primeiros versinhos...

Areia, fina e macia, 
Me faz lembrar você quilômetros distante. 
Fascinante como a água do mar, brilhante como o sol, 
Amigável como a natureza, 
Livre, como o ar. 
Quando o frio de Minhas necessidades 
Querem petrificar minh'alma 
Penso nas brasas “E calor de nossa”, paixão. 
 E me conformo com o desejo que vive na "ausência"...


 Ah, meus momentos de dor... 
Momentos que dilaceram por dentro 
Momentos de encontro 
Encontro comigo mesma 
Com meu egoísmo 
Momentos que por altruísmo 
Não divido com mais ninguém 
Momentos em que sinto realmente a vida pulsando 
Aqueles momentos que digo: 
 Foda-se o mundo 
Eu quero é sofrer 
Eu quero saber de mim, da minha dor 
Da minha dor de amor... 


E agora eu devo lhe falar: 
Você está sozinha no mundo que conhece coração, 
O que sempre foi, não é mais senão qualquer outro amor. 
É terrível, ter que aceitar isso: Você é insubstituível. 
Estou condenada a uma vida solitária, 
Você me deu essa sentença quando se foi. 
Mas não irei ficar sozinha. 
Tenho uma fome infinita de amor, amor de corpos sem alma. 
Porque minha alma está em você. 


Sofrimento de um sonho impossível. 
 Às vezes tenho disso... 
 De ver certa pessoa em todo canto que vou... 
Certa pessoa impossível um sonho, só meu, 
 Um sonho dentro do sonho
Sonho noturno que me causa delírios 
Um sonhar acordada 
Que me deixa de Alma atormentada 
E vou me iludindo cada vez mais... 

Los amantes



Se habían encontrado hace poco. 
Y hace pronto se habían separado, l
levándose cada uno consigo su nunca o su jamás su afirmación de olvido, su golpeador dolor. 
Pero el último beso que volara de sus bocas, era un planeta azul. 
Girando en torno a su ausencia. 
Y ellos vivían de su luz igual que de su recuerdo. 
 Otto René Castillo

 

A falta que ela me faz




A lembrança de um amor para sempre perdido 

Traumatizante no primeiro dia 
Insuportável no segundo 
Doloroso no terceiro 
Pungente ao fim de uma semana 
Conformada ao fim de um mês 
E superada ao fim de seis meses 
Dia chegará que você vai dizer, não sem alguma nostalgia: Como pude gostar tanto daquela pessoa. Estará então no auge do perigo de uma recaída. Vai sair com a pessoa só para provar a si mesmo que ela não lhe inspira mais sentimento algum. E na manhã seguinte, ao acordar vendo-o(a) nu (nua) ao seu lado ..... 
Mas espera meu Deus, que é isto, eu falava de cigarros! 

Retirado do livro de crônicas do grande Fernando Sabino “A Falta Que Ela Me Faz”

Segunda triste...

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Gustave Flaubert

...não se interrogava em saber se o amava. O amor, no seu entender, devia surgir de repente, com ruídos e fulgurações, tempestade dos céus que cai sôbre a vida e a revolve, arranca as vontades como fôlhas e arrebata para o abismo o coração inteiro. Ela não sabia que nos terraços das casas a chuva forma poças quando as calhas estão entupidas, de maneira que se pôs de sobreaviso, até que subitamente descobriu uma fenda na parede. 
Gustave Flaubert

Dialética



É claro que a vida é boa 
E a alegria, a única indizível emoção 
É claro que te acho linda 
Em ti bendigo o amor das coisas simples 
É claro que te amo 
E tenho tudo para ser feliz 
Mas acontece que eu sou triste… 
 Vinicius de Moraes

Que importa?…



Eu era a desdenhosa, a indiferente, 
Nunca sentira em mim o coração 
Bater em violência de paixão, 
Como bate no peito à outra gente. 
 Agora, olhas-me tu altivamente, 
Sem sombra de desejo ou de emoção, 
Enquanto as asas loiras da ilusão 
Abrem dentro de mim ao sol nascente. 
 Minh’alma, a pedra, transformou-se em fonte; 
Como nascida em carinhoso monte, 
Toda ela é riso e é frescura e graça! 
 Nela refresca a boca um só instante… 
Que importa?… 
Se o cansado viandante 
Bebe em todas as fontes… quando passa?… 
Florbela Espanca


Para ti príncipe nórdico...

Sonetos que não são

Aflição de ser eu e não ser outra. Aflição de não ser, amor, aquela Que muitas filhas te deu, casou donzela E à noite se prepara e se adivinha Objeto de amor, atenta e bela. Aflição de não ser a grande ilha Que te retém e não te desespera. (A noite como fera se avizinha.) Aflição de ser água em meio à terra E ter a face conturbada e móvel. E a um só tempo múltipla e imóvel Não saber se se ausenta ou se te espera. Aflição de te amar, se te comove. E sendo água, amor, querer ser terra. Hilda Hilst