domingo, 6 de junho de 2010

Algo triste e belo















Ele—Então você não ia me incomodar hoje? 
Ela—Um ano longe do homem que ama Não é sofrimento suficiente para alguém? 
Ele—O amor não se conjuga no passado ou no futuro 
Mas no presente E o presente é gordo e doente. 
Ela—Você me ama eu sei... 
Ele—O imperador não ama você 
Você prejudica seus planos 
Ele não quer representar essa paixão como seu último ato 
Ele—Quando ele a viu essa manhã tão bela... 
Ele quase odiou você. 
Ela—Por ser uma mulher agora? 
Ele—Não escolha esse caminho Betsy, 
Nele há muitas mulheres que não significam nada para mim...
Não há amor em minha cama...
Somente favores e cartas de troca 
É isto que quer para você? 
Ele—tenho certeza que me considera um Semideus 
Ela—Você é um Semideus.... 
Lágrimas em olhos verdes.... 


 Uma bela cena de um belo filme, um filme onde conheci um lado humano e sedutor de Napoleão Bonaparte Falarei mas sobre o filme e principalmente sobre Napoleão. Dialogo entre Napoleão Bonaparte e Betsy Balcombes. Esse dialogo tem muito a ver com o momento de um amigo... 
Minha tendência sempre foi me aproximar e acabar enamorando-me por pessoas complicadas, mal interpretadas, muito complexas, alguns diriam os mais malucos. Mas dessa vez acho que exagerei a dose. Não me julguem. Costumo ver o lado humano das pessoas (mesmo que esse, esteja muito bem escondido), estou ciente que é um amor impossível, pois no momento já tenho um relacionamento e ele já morreu há quase 200 anos. Mas é difícil controlar os sentimentos... Encantada por Napoleão Bonaparte. 


"O amor não passa de uma asneira cometida por duas pessoas". 
Frase de meu objeto de desejo momentâneo

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Despedida




Por mim, e por vós, e por mais aquilo 
que está onde as outras coisas nunca estão, 
deixo o mar bravo e o céu tranqüilo: 
quero solidão. 

Meu caminho é sem marcos nem paisagens. 
E como o conheces? - me perguntarão. 
- Por não ter palavras, por não ter imagens. 
Nenhum inimigo e nenhum irmão. 

Que procuras? Tudo. Que desejas? - Nada. 
Viajo sozinha com o meu coração. 
Não ando perdida, mas desencontrada. 
Levo o meu rumo na minha mão. 

A memória voou da minha fronte. 
Voou meu amor, minha imaginação... 
Talvez eu morra antes do horizonte. 
Memória, amor e o resto onde estarão? 

Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra. 
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão! 
Estandarte triste de uma estranha guerra
Quero solidão.


Cecilia Meireles