sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Saber o no saber esa es la cuestión

Uno día alguño le dije que toda su vida estaba descrita en un libro. 
El libro descansa ahora en el de la biblioteca de su madre. 
Tu resistiria la tentación de leer el final? 
 Dicen que es mejor no saber lo que el destino nos depara porque frente a eso no hay nada que podamos hacer.
 Ilustracion Leonor Perez GemeloMalvado.

talvez se for a um mecânico me arrangem isto


Auto-confiança = 0  
Auto-estima= -1


Fonte: Blog Tão Cheia de tudo tão cheia de nada

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

ÁRIA ÚNICA, TURBULENTA


por Hilda HILST 

Tépido Túlio, o reino 
Não é feito para os mornos. 
Esse reino de amor onde és o rei 
Por compulsão e ímpeto do poeta, 
É feito de loucura, de atração 
E não compreende tepidez, mornura 
E vícios da aparência, palha Túlio, 
Tem sido o teu reinado, inconsistência. 
O te transformas, rei de fogo e justo, 
E, a quem merece, dás amor e alento 
Ou se refaz em ira a minha luxúria 
Me desfaço de ti, muito a contento.

Cronosom



Lá vamos nós, agora, ex-anjos decaídos no Tempo estático, correndo ininterruptamente numa esteira eletrônica em forma de caracol labiríntico.
Às voltas com a crise angustiante da simultaneidade inerte. Titã iconoclasta,que nos enreda, num impasse do entretempo sem nexo, entre o que foi a causa e o que será o efeito. 


Em que ponto da consciência reside nossa real idade? Será talvez a partir de algum beat, que deveríamos começar a contar o tempo, caso o contrário corremos o risco de estar fora de seu contexto? Como aquele velho jogando games, ouvindo rock, coçando o saco, em retrospectivas desbotadas de projeções insípidas e estéreis e o retrato de seu ego, ali na parede? Pobres humanos! Cada vez mais devorados por Cronos, o Tempo, e seu pai-e-binômio Urano, o Espaço.


Eis nosso dilema: em que ponto da consciência teremos que chegar, para enfrentar de vez este prato-de-sansara no qual Cronos & Urano se deleitam? Compactuamos com a mídia, essa comunidade global de idéias chapadas, que contínua e capciosamente nos ilude, enquanto fingimos estar sempre na moda com ela. Hoje em dia, elevar a helíaca consciência com seus fatores éticos, é uma tarefa hercúlea. Se o nosso heróico Hércules, com toda aquela musculatura psíquica, ao enfrentar seus doze árduos trabalhos, quase capota, o que se dirá de nós, sucatas de mente humana e ainda, por cima, em final de Era? Para objetos perdidos, que voltam às mãos de seu antigo dono, talvez a meta seja encontrar aquele ritmo energético, um substrato de algo real e concreto, que aciona nossa contagem consciente no tempo, tambor nosso de cada dia. 


Para podermos, quem sabe, juntar nosso tipo humano com seu respectivo arquétipo; quando naquele sublime momento em que o Mito enfim, carrega o Homem e seu sonho, rumo ao infinito! Como na passagem em que o centauro Quíron resolve trocar sua imortalidade pela mortalidade de Prometeu, pelo prazer de construir os dias de seu destino e, por fim, triunfalmente descansar e morrer! Sábio Quíron! Combinamos mentiras com o Tempo e a recíproca, óbvio, passa a ser verdadeira. Principalmente, depois que avançamos mais de meio século. O relógio retrovisor, sem a mínima lógica psicológica, irá omitir milhões de segundos. Contra ou a nosso favor. O que nesta altura, pouco importa. 


Calendários,ampulhetas,marcas alteradas de patentes e cartórios não contam nossa verdadeira história. Excluindo o galáctico e impressionante calendário maia, que segundo alguns, a partir de 2012, sinalizará a marca do fim do mundo e o início do Tempo Zero, todos os outros calendários, como o Gregoriano, em que o Papa, Roma e outros espertos papavam, num rápido amém, o troco da galera; até ao insólito calendário Internet Time, que a fábrica de relógios Swatch quer instituir no planeta, os medidores do Tempo, inicialmente cheios das boas intenções astronômicas, vão se tornando pactos do homem com Deus e o Diabo. 


 Alguns humanos especiais transcendem ainda vivos, realizando proezas admiráveis no controle do corpo e da mente, transformando-se em gurus sem idade. Infelizmente, não estamos incluídos neste caso. Quem sabe seja apenas um simples toque. Na maneira de bater o tambor do tempo, emitindo assim outros ritmos e sinais, que aos poucos imbuem o nosso coração de amor e coragem, eliminando os venenos do medo, da raiva, da preocupação e do egoísmo. Para chegarmos, num salto repentino, à juventude eterna do espírito, na qual a vida e a morte fazem único sentido. E o Tempo ali, não será mais nosso árbitro.

Carlos Walker Astrólogo e Músico
myspace.com/carloswalker
http://blig.ig.com.br/mitografias/

domingo, 1 de agosto de 2010

O Último Discurso


O Último Discurso de “O Grande Ditador” 


 "Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar – se possível – judeus, o gentio... negros... brancos. Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades. O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido. A aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A própria natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem... um apelo à fraternidade universal... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: “Não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a liberdade nunca perecerá. Soldados! Não vos entregueis a esses brutais... que vos desprezam... que vos escravizam... que arregimentam as vossas vidas... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como gado humano e que vos utilizam como bucha de canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar... os que não se fazem amar e os inumanos! Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o Reino de Deus está dentro do homem – não de um só homem ou grupo de homens, mas de todos os homens! Está em vós! Vós, o povo, tendes o poder – o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... de faze-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da democracia – usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice. É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos! (Esta parte não está no vídeo) Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontrares, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!