quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Caetano Veloso - Sonhos



'Fiquei feliz em poder sentir tua falta,


a falta mostra o quão necessitamos de algo/alguém.


É assim o nosso ciclo.


Eu te preciso.


Perto, longe, tanto faz.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Queda Prohibido !

Queda Prohibido !

Queda prohibido llorar sin aprender, levantarte un día sin saber que hacer, tener miedo a tus recuerdos.

Queda prohibido no sonreír a los problemas, no luchar por lo que quieres, abandonarlo todo por miedo, no convertir en realidad tus sueños.

Queda prohibido no demostrar tu amor, hacer que alguien pague tus deudas y el mal humor.

Queda prohibido dejar a tus amigos, no intentar comprender lo que vivieron juntos, llamarles solo cuando los necesitas.

Queda prohibido no ser tú ante la gente, fingir ante las personas que no te importan, hacerte el gracioso con tal de que te recuerden, olvidar a toda la gente que te quiere.

Queda prohibido no hacer las cosas por ti mismo, no hacer tu destino, tener miedo a la vida y a sus compromisos, no vivir cada día como si fuera un ultimo suspiro.

Queda prohibido echar a alguien de menos sin alegrarte, olvidar sus ojos, su risa, todo porque sus caminos han dejado de abrazarse, olvidar su pasado y pagarlo con su presente.

Queda prohibido no intentar comprender a las personas, pensar que sus vidas valen mas que la tuya, no saber que cada uno tiene su camino y su dicha.

Queda prohibido no crear tu historia, tener un momento para la gente que te necesita, no comprender que lo que la vida te da, también te lo quita.

Queda prohibido no buscar tu felicidad, no vivir tu vida con una actitud positiva, no pensar en que podemos ser mejores, no sentir que sin ti este mundo no sería igual.

PABLO NERUDA

Me encantó, amo a Neruda. Besos navideños :)

Um bocado de tristeza...

Uma mulher tem que ter 
Qualquer coisa além de beleza 
Qualquer coisa de triste 
Qualquer coisa que chora 
Qualquer coisa que sente saudade 
Um molejo de amor machucado 
Uma beleza que vem da tristeza 
De se saber mulher 
Feita apenas para amar 
Para sofrer pelo seu amor 
E pra ser só perdão







 É o que eu digo... Embora exagere as vezes...

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Infinito Particular



Eis o melhor e o pior de mim
O meu termômetro, o meu quilate
Vem, cara, me retrate
Não é impossível
Eu não sou difícil de ler
Faça sua parte
Eu sou daqui, eu não sou de Marte
Vem, cara, me repara
Não vê, tá na cara, sou porta bandeira de mim
Só não se perca ao entrar No meu infinito particular
Em alguns instantes
Sou pequenina e também gigante
Vem, cara, se declara
O mundo é portátil Pra quem não tem nada a esconder
Olha minha cara
É só mistério, não tem segredo
Vem cá, não tenha medo
A água é potável
Daqui você pode beber
ó não se perca ao entrar
No meu infinito particular

Composição: Arnaldo Antunes, Marisa Monte, Carlinhos Brown

Paolo Conte (Blue Tangos)

Belíssimo

Flerte fatal! Com poema de Zé Regio

By Frida Kahlo

 Sim, foi por mim que gritei. 
 Declamei, 
 Atirei frases em volta. 
 Cego de angústia e de revolta. 
 Foi em meu nome que fiz, 
 A carvão, a sangue, a giz, 
 Sátiras e epigramas nas paredes 
 Que não vi serem necessárias e vós vedes. 
 Foi quando compreendi 
 Que nada me dariam do infinito que pedi, 
 -Que ergui mais alto o meu grito 
 E pedi mais infinito! 
 Eu, o meu eu rico de baixas e grandezas, 
 Eis a razão das épi trági-cómicas empresas 
 Que, sem rumo, 
 Levantei com sarcasmo, sonho, fumo... 
 O que buscava 
 Era, como qualquer, ter o que desejava. 
 Febres de Mais. 
ânsias de Altura e Abismo, 
 Tinham raízes banalíssimas de egoísmo. 
 Que só por me ser vedado 
 Sair deste meu ser formal e condenado, 
 Erigi contra os céus o meu imenso 
 Engano 
 De tentar o ultra-humano, eu que sou tão humano! 
 Senhor meu Deus em que não creio! 
 Nu a teus pés, abro o meu seio 
 Procurei fugir de mim, 
 Mas sei que sou meu exclusivo fim. 
 Sofro, assim, pelo que sou, 
 Sofro por este chão que aos pés se me pegou, 
 Sofro por não poder fugir. 
 Sofro por ter prazer em me acusar e me exibir! 
 Senhor meu Deus em que não creio, porque és minha criação! 
 (Deus, para mim, sou eu chegado à perfeição...) 
 Senhor dá-me o poder de estar calado, 
 Quieto, maniatado, iluminado. 
 Se os gestos e as palavras que sonhei, 
 Nunca os usei nem usarei, 
 Se nada do que levo a efeito vale, 
 Que eu me não mova! que eu não fale! 
 Ah! também sei que, trabalhando só por mim, 
 Era por um de nós. 
E assim, 
 Neste meu vão assalto a nem sei que felicidade, 
 Lutava um homem pela humanidade. 
 Mas o meu sonho megalómano é maior 
 Do que a própria imensa dor 
 De compreender como é egoísta 
 A minha máxima conquista... 
 Senhor! que nunca mais meus versos ávidos e impuros 
 Me rasguem! 
e meus lábios cerrarão como dois muros,
 E o meu Silêncio, como incenso, atingir-te-á, 
 E sobre mim de novo descerá... 
 Sim, descerá da tua mão compadecida, 
 Meu Deus em que não creio! e porá fim à minha vida. 
 E uma terra sem flor e uma pedra sem nome 
 Saciarão a minha fome. 
 José Régio

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Posto, para continuar...

Não posso me dar ao luxo de enlouquecer... 
Não agora. É tarde ou cedo demais pra isso... 
Continuo postando, o dia que postar menos aqui, ali ou lá 
Ou morri ou me curei 
A distração terá ido embora 
E eu terei enfim acordado para tudo que tenho... 
E toda vida que me espera aí fora 
Por enquanto, Posto...

Jack Kerouac



Sinto uma leve paixão nascendo Coisas de Kerouac trechos de seu livro On The Road: “Porque pra mim pessoas mesmo são os loucos, os que estão loucos para viver, loucos para falar, loucos para serem salvos, que querem tudo ao mesmo tempo agora, aqueles que nunca bocejam e jamais falam chavões, mas queimam, queimam, queimam como fabulosos fogos de artifício explodindo como constelações” “Garotas e rapazes na América tem curtido momentos realmente tristes quando estão juntos; a artificialidade os força a se submeterem imediatamente ao sexo, sem os devidos diálogos preliminares. Não me refiro a galanteios – mas sim um profundo diálogo de almas, porque a vida é sagrada e cada momento é precioso” “Você não pode ensinar melodias a um velho maestro” ”Seu estúpido idiota, fale com ela. O que há de errado com você? Já não está cansado de si próprio? “Gosto de muitas coisas ao mesmo tempo e me confundo inteiro e fico todo enrolado correndo de uma estrela cadente para outra até desistir. Assim é a noite e é isso que ela faz com você, eu não tinha nada a oferecer a ninguém, a não ser minha própria confusão





E por essa voces nao esperavam, nao? 
Jack Kerouac. Autor de On the road, um dos fundadores do movimento beat, influenciou no Brazil, um pai's tropicalista, uma geracao de malditos que vao encher a cara em botecos e escrevem palavrao pra caraglio...


A máquina de escrever de Jack exposta em Lowell,
escola onde o escritor fez o equivalente a nosso Ensino Médio


Fonte: Lendo.org

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Para refletir

Era uma vez um rei que tinha 4 esposas. Ele amava a 4ª esposa demais, e vivia dando-lhe lindos presentes, jóias e roupas caras. Ele dava-lhe de tudo e sempre do melhor. Ele também amava muito sua 3ª esposa e gostava de exibí-la aos reinados vizinhos. Contudo, ele tinha medo que um dia, ela o deixasse por outro rei. Ele também amava sua 2ª esposa. Ela era sua confidente e estava sempre pronta para ele, com amabilidade e paciência. Sempre que o rei tinha que enfrentar um problema, ele confiava nela para atravessar esses tempos de dificuldade. A 1ª esposa era uma parceira muito leal e fazia tudo que estava ao seu alcance para manter o rei muito rico e poderoso, ele e o reino. Mas, ele não amava a 1ª esposa, e apesar dela o amar profundamente, ele mal tomava conhecimento dela. Um dia, o rei caiu doente e percebeu que seu fim estava próximo. Ele pensou em toda a luxúria da sua vida e ponderou: — É, agora eu tenho 4 esposas comigo, mas quando eu morrer, com quantas poderei contar? Então, ele perguntou à 4ª esposa: — Eu te amei tanto, querida, te cobri das mais finas roupas e jóias. Mostrei o quanto eu te amava cuidando bem de você. Agora que eu estou morrendo, você é capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho? — De jeito nenhum! respondeu a 4ª esposa, e saiu do quarto sem sequer olhar para trás. A resposta que ela deu cortou o coração do rei como se fosse uma faca afiada. Tristemente, o rei então perguntou para a 3ª esposa: — Eu também te amei tanto a vida inteira. Agora que eu estou morrendo, você é capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho? — Não!!!, respondeu a 3ª esposa. — A vida é boa demais!!! Quando você morrer, eu vou é casar de novo. O coração do rei sangrou e gelou de tanta dor. Ele perguntou então à 2ª esposa: — Eu sempre recorri a você quando precisei de ajuda, e você sempre esteve ao meu lado. Quando eu morrer, você será capaz de morrer comigo, para me fazer companhia? — Sinto muito, mas desta vez eu não posso fazer o que você me pede! respondeu a 2ª esposa. — O máximo que eu posso fazer é enterrar você! Essa resposta veio como um trovão na cabeça do rei, e mais uma vez ele ficou arrasado. Daí, então, uma voz se fez ouvir: — Eu partirei com você e o seguirei por onde você for. O rei levantou os olhos e lá estava a sua 1ª esposa, tão magrinha, tão mal nutrida, tão sofrida... Com o coração partido, o rei falou: — Eu deveria ter cuidado muito melhor de você enquanto eu ainda podia... na verdade, nós todos temos 4 esposas nas nossas vidas. 4ª esposa = é o nosso corpo. Apesar de todos os esforços que fazemos para mantê-lo saudável e bonito, ele nos deixará quando morrermos. Nossa 3ª esposa são as nossas posses, as nossas propriedades, as nossas riquezas. Quando morremos, tudo isso vai para os outros. Nossa 2ª esposa são nossa família e nossos amigos. Apesar de nos amarem muito e estarem sempre nos apoiando, o máximo que eles podem fazer é nos enterrar. E nossa 1ª esposa é a nossa ALMA, muitas vezes deixada de lado por perseguirmos, durante a vida toda, a Riqueza, o Poder e os Prazeres do nosso ego. Apesar de tudo, nossa Alma é a única coisa que sempre irá conosco, não importa aonde formos. Então, cultive, fortaleça, bendiga, enobreça, sua Alma agora!!! É o maior presente que você pode dar ao mundo e a si mesmo. Deixe-a brilhar!!!

Procrastinar

Procrastinar Tudo tem seu tempo tem sua hora. 
Na hora certa acontecerá o Alinhamento. 
Não é preciso estar atento ao Tempo 
Mas, ao argumento no certo momento. 
O tempo não demora e nunca é lento é tão somente Tempo. 
Procrastinar aflora de dentro o 
Constrangimento do que já passou da hora. 
Porque nunca fui? 
Porque não parti? 
Porque ainda tento? 
Se não consigo mesmo sendo sem ter sido? 
Pergunto ao Arbítrio: 
-Será que o Gerúndio permite o Particípio? 
 By Tambau Ravelle 
(Releitura de Procrastinar de CãRiùá Tatarana)

 Minha vida uma eterna procrastinação ou não.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Ética Quântica?

Sofrimento no Multiverso

O Projeto Abolicionista aborda como os (pós)humanos utilizarão a biotecnologia para abolir o sofrimento em toda a vida senciente. Infelizmente, esse resultado, que soa utópico a um primeiro olhar, pode não ser tão maravilhoso quanto aparenta. Suponha-se uma concepção de “universo em bloco” do espaço-tempo. O sofrimento que ocorre naquilo que ingenuamente chamamos de “passado” é tão real e inalterável quanto naquilo que chamamos de “presente”. Além disso, a mecânica quântica pós-Everett sugere que a vida darwiniana é abundante em outras partes do Multiverso. Na grande maioria dos ramos macroscópicos quase-clássicos em que a vida senciente surge, nenhuma criatura semelhante à forma hominídea evoluirá e será capaz de reescrever o seu próprio código fonte e extirpar a dor. Logo, o sofrimento “futuro” também persistirá indefinidamente. E ainda, se o cenário de inflação caótica eterna de Linde estiver correto, então o montante de sofrimento na realidade está aumentando exponencialmente. A abolição do sofrimento em qualquer universo compacto como o nosso é um fenômeno puramente local. Por isso, a única migalha de conforto que se pode retirar desta análise é que todos os cenários apresentados são especulativos. Estamos à beira de uma revolução reprodutiva de “bebês projetados”. Nas próximas décadas, futuros pais, rotineiramente, começarão a escolher a composição genética e as personalidades de seus futuros filhos. Os alelos alternativos mais desagradáveis e as combinações alélicas legadas pela seleção natural serão, progressivamente, eliminadas do pool gênico, à medida que a evolução deixar de ser efetivamente aleatória e “cega”. Nossa trajetória evolutiva como uma espécie será moldada, em vez disso, por agentes quase-racionais. No futuro, novos genes projetados e combinações alélicas serão escolhidos por deliberada antecipação de seus prováveis efeitos comportamentais. Quando os pais de amanhã optarem por não ter filhos depressivos ou ansiosos, a maioria desses futuros pais poderá não ter nenhum sistema ético grandioso em mente, muito menos o UN universal. Mas, à medida que a revolução reprodutiva se espalha pelo globo, o resultado coletivo dos atos de escolhas individuais dos pais pode ser similar aos frutos desse grandioso projeto utópico. A grande maioria dos pais desejará ter filhos superinteligentes, felizes, bonitos e afetuosos. Por sua vez, seus filhos superinteligentes, felizes, bonitos e carinhosos, presumivelmente, vão querer ter seus próprios filhos melhorados – e com um padrão de saúde mental muito mais alto. Assim, o ponto de partida natural de nosso bem-estar emocional será elevado geneticamente, tanto individualmente quanto, estatisticamente, para a espécie (pós-) humana como um todo em evolução “não natural”. Os humanos mais antigos presos ao que herdaram biologicamente poderão optar pela terapia genética somática enquanto a medicina personalizada amadurece. Entrementes, a pressão seletiva contra os traços adaptativos mais desagradáveis em nosso passado darwiniano será intensa. Os análogos funcionais sutis da dor e da ansiedade, sob a forma de gradientes de bem-estar reduzido, (provavelmente) serão mantidos para preservar a nossa sensibilidade informativa de estímulos nocivos e sustentar a nossa visão crítica; mas as texturas do sofrimento bruto, como as compreendemos hoje, podem ser banidas da história evolutiva. 

 Original Title: The Pinprick Argument: 
Negative Utilitarianism, broken symmetry and the fate of the world Author: 
David Pearce (2005)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Renascendo você.


Tudo começou com uma espécie de curiosidade, depois foi indo, foi indo e quando vi não era mais curiosidade, não era mais nada: Era você e eu! Não sei exatamente o que você é, mas sou tão fascinada por isso, aconteceu pouco a pouco, em pouco tempo.


Sentindo desprezo e desilusão generalizados com pessoas.


Se eu me apaixonar ou acreditar novamente, anotarei todos os dias o que senti para depois fazer um relatório! Mas tenho certeza que olhando mais tarde minhas anotações, me restará apenas uma mão cheia de poeira. E mão cheia de poeira, é o que tenho agora. Um passado cheio de desilusão... Agora fico eu com minha sólida e satisfatória dor de cabeça. 
Do livro A maça no escuro Clarice Lispector

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Fala pra mim



Ela Fala pra mim, que o dia Em que me ver Nós vamos pecar Ou apenas nos olhar, Nos comprimentar, Diga, você vai se aproximar Me olhar e me abraçar Calma, apenas para comprimentar Ouvir pela primeira vez, o som da minha voz Essa voz que tantas loucuras mudas já te disse Nesse dia se calará se embargará na emoção Nesse dia você verá meus olhos Olhos que por tí já choraram E que a primeira vista se enamoraram Olhou em meus olhos Ouviu minha voz Dizendo, muito prazer! A mesma voz que tantas vezes te pediu em pensamento Me da prazer O prazer de tua companhia virtual Agora você está aqui Já me viu Já me ouviu Não quer sentir meu cheiro? Fala que vai embora sem tocar os meus cabelos... depois de toca-los Não vai levanta-los levemente Descobrindo assim Minha nuca, para sentir um cheiro mais intimo Sentindo o perfume que se esconde em meu pescoço, roçando de leve com teu corpo os meus seios Chegou perto da minha boca Que mal pode haver nisso? beija-me... cola todo seu corpo ao meu Meu corpo te deseja estou sentindo o desejo seu O calor aumentou Tira minha blusa Ousadia não, desejo Agora já sem blusa e sem vergonha Você sentiu a macies do meu colo Viu a beleza do meu corpo Beleza do desejo, todo corpo entregue fica belo. Você vai me deixar agora Toca-me Abraça-me Beija-me Estou ardendo em desejos Eu quero sentir você Preciso sentir você Me ama com loucura... Você continua??? Ele Continuo, mas longe dos seus dotes poéticos. Pois na minha rudeza de homem, vou logo arrancando sua calça, saia ou seja lá o que te cubra. Vou querer apreciar cada parte do seu corpo, uma apreciação com os olhos e com as mãos. Vou querer me esfregar e ser esfregado, um corpo se misturando ao outro. Sentir teu sabor, não apenas o cheiro da nuca ofertada,mas do seu beijo, da sua boca, seios, nádegas... Será que devo continuar? Ela Sim continua amor... Bem sabes Que sou intensa E é sendo intensa Que entrego-me inteira a ti Para que me aperte com a força de mil braços Com todo teu desejo percorre meu corpo Decora minha geografia com os dedos e lingua E nesse momento só o som de nossa respiração ofegante E delirios de prazer Vira-me de costas Joga-me sobre a primeira superficie que encontrar... Ele Respiração, cheiros, beijos e corpos entrelaçados Um só feito de dois que se encaixam e se esfregam se misturam e se embebedam se si próprios. Que corpo delicioso de sentir, acariciar, apalpar com mãos, boca, olhos e nariz gulosos Ao ve-la em furtivas fotos E então, quietamente sentindo e vendo o ser amado Como algo a ser apreciado E apreciando Vira-la e revira-la, por cima e por debaixo De vorando não como um animal cruel Mas como alguém que absorve a luz E irradia seu desejo Assim como o desejo do outro seus desejos Um servo fiel a suas luxúrias De ser arrematado aos seus desejos e vontades Da mais simples à mais devassa E penso sem vergonha alguma Devo penetra-la? Ou continuar te tocando até... Que dilema delicioso!!!
Eles.