domingo, 27 de março de 2011

Enquanto eu estiver fora:

Fica proibido

"Fica proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer,
Ter medo das tuas recordações

Fica proibido não sorrir ante os problemas,
Não lutar pelo que queres,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar em realidade teus sonhos

Fica proibido não demonstrar o teu amor,
Fazer com que alguém pague pelas tuas dúvidas e pelo teu mau humor
Fica proibido deixar os teus amigos,
Não tentar compreender aquilo que viveram juntos,
Chamá-los somente quando precisa deles

Fica proibido não seres tu perante todos,
Fingir para as pessoas que não te importas,
Esquecer todos os que te querem

Fica proibido não fazeres as coisas para ti mesmo,
Não fazeres o teu destino,
Ter medo da vida e dos teus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse o último."
Pablo Neruda

Sei que é difícil, mas é bom começar a semana pensando assim...





Aviso aos navegantes:


Essa louca que vos escreve quase que diariamente.
Estará borboleteando por aí nos próximos dias.
A Casa fará um aninho no próximo dia 1 de abril, dia da mentira (sugestivo isso) e a dona quer estar descansada e com NOSSA Casa repaginada.
Preciso sair por aí caçar assunto.
Aproveitarei para fazer visitas nas casas de amigos.
Volto no dia do aniversário.
Aguardo a presença de todos, amigos ou não.
Até...

Ausência

Vinícius de Moraes (1913-1980)


Eu deixarei que morra em mim o desejo
de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa
de me veres eternamente exausto
No entanto a tua presença é qualquer coisa
como a luz e a vida

E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto
e em minha voz a tua voz
Não te quero ter porque
em meu ser está tudo terminado.
Quero só que surjas em mim
como a fé nos desesperados

Para que eu possa levar uma gota de orvalho
nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne
como uma nódoa do passado.
Eu deixarei ... tu irás e encostarás
a tua face em outra face

Teus dedos enlaçarão outros dedos
e tu desabrocharás para a madrugada
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu,
porque eu fui o grande íntimo da noite
Porque eu encostei a minha face
na face da noite e ouvi a tua fala amorosa

Porque meus dedos enlaçaram os dedos
da névoa suspensos no espaço
E eu trouxe até mim a misteriosa essência
do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só
como os veleiros nos portos silenciosos

Mas eu te possuirei mais que ninguém
porque poderei partir
E todas as lamentações do mar,
do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente,
a tua voz serenizada.
Vinicius de Moraes


sábado, 26 de março de 2011

" ...Aquelas Mulheres..."

Hoje em exibição na Tv Sesc o documentário


...Aquelas Mulheres...às 22:00 horas



Ontem infelizmente perdi Tertulia
Escritores: Fernando Pessoa, por Ferreira Gullar

TV SESC, CULTURA 24 HORAS POR DIA, CLARO QUE RECOMENDO!


Clique no titulo para acessar o site.

Porque hoje é Sábado












The Cure : In Between Days por tartenpion333







sexta-feira, 25 de março de 2011

Pra Você

Eu quero ser pra você
A alegria de uma chegada
Clarão trazendo o dia
Iluminando a sacada

Eu quero ser pra você
A confiança o que te faz
Te faz sonhar todo dia
Sabendo que pode mais

Eu quero ser ao teu lado
Encontro inesperado
O arrepio de um beijo bom
Eu quero ser sua paz a melodia capaz
De fazer você dançar

Eu quero ser pra você
A lua iluminando o sol
Quero acordar todo dia
Pra te fazer todo o meu amor

Eu quero ser pra você
Braços abertos a te envolver
E a cada novo sorriso teu
Serei feliz por amar você

Se eu vivo pra você
Se eu canto pra você
Pra você
Paula Fernandes



Eu quero morder a maça


Somos castigados por nossas renúncias. Cada impulso que tentamos aniquilar germina em nossa mente e nos envenena. Pecando, o corpo se liberta do seu pecado, porque a ação é um meio de purificação. Nada resta então a não ser a lembrança de um prazer ou a volúpia de um remorso. O único meio de livrar-se de uma tentação é ceder a ela. Se lhe resistirmos, as nossas almas ficarão doentes, desejando coisas que se proibiram a si mesmas, e, além disso, sentirão desejo por aquilo que umas leis monstruosas fizeram monstruoso e ilegal.
Oscar Wilde
O Retrato De Dorian Gray

Coisas que fazem bem.

Você está vivo. Esse é o seu espetáculo. Só quem se mostra se encontra.
Por mais que se perca no caminho.
Cazuza

Ontem acordei meio depre.
Meio saudosa de coisas que não tem retorno, me sentindo feia e velha, exatamente feia e velha.
Na parte da tarde passei uma horinha e meia no salão, só uma horinha e meia, comprei dois livros de contos e Fabulas (Rubem Braga e Millôr Fernandes) e vi o por do sol. Já dei uma boa melhorada.
Hoje de manhã depois de ver o sol nascer, sai para passear aqui nas ruas em volta de casa.
Surpresa,comecei a preparar meu próximo erro.
Trouxe umas fotos, me desculpem não estão com uma super nitidez, foram tiradas de um cel. meio meio, não ligo muito para essas coisas. Meu PC também é meio meio. Eu também sou meia meia.
Mas estou procurando ficar inteira e comprar uma maquina profissional...

Andei na grama orvalhada. Uma delicia!
Bom dia povo, uma sexta feira tudo de bom para todos























“Não siga o passado, não se perca no futuro. O passado não existe mais, o futuro ainda não chegou. Observando profundamente a vida como ela é, aqui e agora, é que permanecemos equilibrados e livres. (Bhaddekaratta Sutta) “

quinta-feira, 24 de março de 2011

A PAIXÃO DE JOANA D'ARC 1928 DREYER

Ontem pela manhã assistindo ao SESCTV.
Vi pela segunda vez o documentário: O Teatro segundo Antunes Filho. Entre outras coisas, ele citou como um dos trabalhos que mexeu com ele: A PAIXÃO DE JOANA D'ARC - 1928 - CARL T. DREYER, foi colocado um trechinho dessa bela obra, realmente impressionante. Sem efeitos apenas uma maravilhosa interpretação. Eu trouxe algo para registrar. Quem se interessar clique no titulo para saber um pouco mais a respeito. Tem também alguns vídeos mais no Youtube. Desse documentário participou também nada mais nada menos que: Laura Cardoso e Raul Cortez. Ainda encontra-se alguma coisa que se salva na TV.



E no final eu misturei tudo, mais eu posso...

Lágrimas da Terra no Sol Nascente


"As lágrimas molham os sentimentos
D'uma terra marcada pelas feridas
No tempo que não se apaga
A herança dos sofrimentos
As rosas são japonesas
Na radiação que se alastra
Nas flores de cerejeiras
Que caem feito lágrimas

Pensem nesse temores
Sobre os tremores
Levados pela força da natureza
Na tsunami, onda de porto
Cobrindo todo o povo absorto
Pensem na impotência
Desta infinita tristeza
Dos últimos gritos
Ouvidos pelos sobreviventes

Mãos em saudação
Lembram uma oração
Neste momento
Uno-me num só pensamento
Reverencio o povo japonês
Com meu simples português
Nesse destino marcado
Pela superação do passado
Enxugando cada lágrima presente
Nessa terra do Sol Nascente
Helen De Rose"

Gente esse Blog Amigos do Freud é excelente *****.
Não deixem de conferir!
















Palavras ao Vento

Palavras inesperadas, desmedidas,impensadas,inoportunas.
Palavras que confortam ou transtornam.
Acariciam ou machucam.
Palavras todas repetidas, algumas ressentidas
Não quero mais palavras com você, apenas sentimento.





Anselmo Duarte

Nome Completo:Anselmo Duarte Bento
Natural de: Salto, SP, Brasil
Nascimento: 21 de Abril de 1920


Prêmios
- Em 1997 é convidado especial Palme Dór do 50º Aniversário do Festival de Canners, na França.
- Com o Pagador e Promesas ganha cinco prêmios internacionais, com destaque para a Palma de Ouro em Cannes, França.
- Melhor Ator, por Um Pinguinho de Gente, Prêmio "Revista A Cena Muda", Rio de Janeiro, 1949.

Curiosidades

- Vai para o Rio de Janeiro após ler um anúncio de Orson Welles selecionando pessoas para participar do filme It's All True (1942). Ele faz então a sua estréia no cinema.
- Foi molhador de tela de cinema aos 10 anos de idade, porque o projetor ficava atrás da tela e a esquentava. Tinha que se molhar a tela a cada dois rolos de filme.
- Acabou utilizando como inspiração depois em um filme, O Crime do Zé Bigorna.
Como a cena é de 1928, do tempo do Getúlio Vargas e do cinema mudo, reproduziu um cinema com
cartazes, um projetor elétrico passando o filme de Chaplin. Baleiro vendendo as balas, o
guarda impondo a disciplina. E molhando a tela do cinema estavam o Lima Duarte e o Stênio.
Estava reproduzida uma cena do cinema mudo, sua infância. O projecionista era seu irmão, Alfredo. O filme passou na Itália e Alemanha, com sucesso e excelentes críticas.
- Quando o filme o Pagador de Promessas ganhou Palma de Ouro, teve que lutar contra muito mais que outros filmes. O Embaixador em Paris e o Itamaraty não acreditavam realmente no cinema
brasileiro. O filme venceu oito concorrentes na comissão de seleção de filmes do
Itamaraty, foi selecionado.
Mas o pessoal do Rio de Janeiro não sabia que em Paris o Embaixador, a ponto de não emprestar a bandeira do Brasil para o festival.
- O problema da bandeira foi resolvido quando Anselmo Duarte,
foi a procura de material para costurar uma bandeira com sua irmã. Mas encontraram um uma casa a bandeira hasteada, era a casa do Doutor Armando Fonseca. Porém a bandeira não tinha era da metade do tamanho do padrão, e pela primeira vez só se hasteou a bandeira do vencedor, as outras ficaram cerradas, caso fossem tambem abertas veriam que ela era menor. Para acompanhar o
hasteamento foi arranjado um disco, levado por Oswaldo Massaini, produtor do filme.
- Glauber Rocha foi de grande importância para O Pagador de Promessas, pois ele apresentou
Anselmo Duarte ao prefeito, que era o Antônio Carlos Magalhães. Foi ele que arrumou o Corpo de
Bombeiros para as filmagens, foi assistente de produção.
- Roterista em O Caçador de Esmeraldas (1979), O Crime de Zé Bigorna (1977)


Já Não Se Faz Amor Como Antigamente (1976), episódio Marido Que Volta Deve Avisar em Ninguém Segura Essas Mulheres (1976),
O Descarte (1973), Independência ou Morte (1972),
Um Certo Capitão Rodrigo (1971),
O Impossível Acontece (1969), Quelé do Pajeú (1969), Vereda de
Salvação (1964),
O Pagador de Promessas (1962), As Pupilas do Senhor Reitor (1961),
Absolutamente Certo (1957), Depois Eu Conto (1956),
Carnaval em Marte (1955) e Carnaval no Fogo (1949).
- Produtor em O Descarte (1973),
Independência ou Morte (1972), A Madona de Cedro (1968),
Vereda de Salvação (1964), O Pagador de Promessas (1962), As Pupilas do Senhor Reitor (1961),
Depois Eu Conto (1956) e Carnaval em Marte (1955).
- Editor em Depois Eu Conto (1956), Carnaval em Marte (1955) e Carnaval no Fogo (1949).
- O Crime de Zé Bigorna (1977), O Descarte (1973), Um Certo Capitão Rodrigo (1971),
Quelé do Pajeú (1969) e Vereda de Salvação (1964) foram eibidos comercialmente
no exterior.
- Falece em São Paulo em 7 de Novembro de 2009.


Notas da Luz
Dediquei como não podia deixar de ser esse cantinho para essa personalidade e pessoa linda que foi Anselmo Duarte.
Como Personalidade tem os dados acima, que não me deixam mentir, como pessoa eu posso dar meu
testemunho pessoal.
Tive o privilégio de conhece-lo, mais que conhece-lo; em uma determinada noite como Madalena sentei-me aos seus pés ao lado da cama de sua irmã, para ouvir suas histórias sobre o cinema, e tantas personalidades que ele citava com naturalidade e humor. Não me esqueço ele imitando Lima Duarte, seu amigo e companheiro em alguns trabalhos. Tive a honra de em sua residência, ver a réplica da famosa Palma de Ouro, álbuns e cada prêmio por ele recebido.
Enfim sorte grande a minha ... Era tão novinha, nem sabia tudo que esse grande cineasta representou para nosso país, como era importante aquele simbolozinho, que parecia uma folha dourada.
Quando tomei um suco em sua cozinha preparado pelo próprio, nem me dei conta que estava sendo servida por tão importante pessoa.
Como tudo isso?
Cuidei por algum tempo de sua irmã Áurea. Ele tinha um carinho tão grande com essa irmã lindo de ver!
Para se ter uma idéia de sua grandeza, eu era apenas uma menina que esta servindo de enfermeira temporária para sua irmã e fui tão bem tratada, tive toda essa intimidade e carinho.
Agradeço a consideração que ele e sua irmã sempre tiveram para com minha familia...
Abençoada sua viagem pela terra Anselmo, que Deus o proteja sempre.

As palavras


Palavras, apenas palavras, movimento do ar, som nasal, que por si só poderia não ter qualquer conteúdo(como às vezes não tem), se ela fosse apenas som.
Som estridente, som suave, agudo, grave.
Mas o som é sugestivo e ajuda inchar, dar expressão a própria palavra, torná-la única o inatingível atingido.
Esse som que tem uma especificidade única: quando aplicado à poesia. Que é a escrita das sensações, emoções e expressões , em forma de palavras.
Agora pense no ‘a’, o que é quente, lembre do amor.
No ‘e’, o que é humano das nossas emoções
O sorriso do 'i’ rosto da alegria ou ironia.
O ‘o’ que é o que se espanta ou se indigna.
O ‘u’, sugere um tanto de dor, Uiii.
Essas criancinhas que dão forma a palavras de dimensões gigantescas.
Que atravessam oceanos transcende gerações. Levam a paz e incitam a guerra.
Infinito o som das palavras, tanto o alto como o baixo. Tanto alegre como triste.
Palavras tanto verdadeiras como mentirosas.
De amor ou de ódio.
Serão sempre emoções externadas pela boca.

Ou pelas mãos, atingindo mentes e coração.

Por uma filosofia do buraco


Recordemos o que nos transmite Diógenes Laércio, um historiador da filosofia do segundo século
da nossa era:

“Conta-se que Tales, ao ser conduzido para fora de sua casa por uma velhinha para observar os astros, teria caído num buraco.
Esta teria ponderado: - Tales, não consegues ver o que tens aos pés e desejas conhecer o que está no céu?”
O primeiro buraco filosófico é este, outros vieram depois. Não recuemos diante do paradoxo:
o buraco é o fundamento. O homem perdeu a base. Já não o amparam mitos, linguagem, política – nada.
Até uma empregada ri-se dele. Uma velhinha? Outros garantem
que foi uma jovem.
Sobre o sexo não há divergência. Foi uma mulher.
Enquanto que os homens, de tão profundos, caem no buraco, às mulheres, proverbialmente seres
da superfície, riem confiantes, o solo a seus pés não cede. Com essa teoria, Baudrillard
levanta-se do túmulo para bater palmas. Do herói épico, admirado, aplaudido, esplêndido, superficial, ninguém ria.
Platão e Aristóteles evocam outro buraco, o da humanação.
O espanto abriu um buraco entre o homem e o mundo.
O homem espantado se pôs a contar histórias para explicar os mistérios do mundo em que vivia.
O homem é um animal mítico por isso.
O buraco de Tales veio depois. A cada buraco inesperado, abre-se novo capítulo na história do
pensamento.
O saber nasce da queda. Sabendo que ninguém pode socorrê-lo, o filósofo procura saída por si mesmo.
Fora de casa, Tales pisa em terreno perigoso, vive como exilado. Isso não vale só para Tales,
caracteriza a filosofia.
Exilado, o filósofo ergue os olhos para as estrelas, inquieta-o o espaço que se estende além dos corpos luminosos. Ocanto das musas conferia sentido à vida.
O olhar para as estrelas problematiza os sentidos.
Tales domina as estrelas pelo cálculo, prevê eclipses. Os astros já não determinam a ação dos
homens.
Mas as estrelas não são o fim. O mistério se localiza além das estrelas, além do cálculo, avança por uma região que foge ao cálculo. O olhar à distância abre buracos, mina o solo
em que pisamos, o chão se fende, o andar torna-se inseguro, o abismo se aprofunda, abisma-se no ilimitado.
Com a velhinha, ri-se do filósofo quem não está no buraco: o homem seguro de si mesmo, o bem
sucedido.
Estávamos tão bem... De repente, o buraco.
Surgiu uma estética do buraco. Longe vai a segurança do homem renascentista, do homem que
produzia, iluminado pelo sentimento de eternidade. Aliás, a segurança renascentista
(se é que ela existiu!) não durou nada.
A pintura de Miguelangelo é toda esburacada.
Nem o mundo mítico estava livre do buraco. Aos pés de Perséfone, uma jovem
primaveril, saudável, florescente, abre-se uma fenda, e ela cai nos braços de Hades, o imperador
do mundo das sombras. Que fazer? Perséfone passou a dividir a existência entre a
vida e a morte.
Perséfone poderá ser símbolo de nós todos. Perdendo a segurança do solo, a existência de Perséfone se tornou literalmente unheimlich (sem-lar).
Pisando no vazio, ela perdeu o lar (Heim).
Não nos assuste o buraco. Sai do buraco linguagem renovada, baluarte de mundos renovados.
Para que o ir e vir se revigore, importa que o buraco se mantenha aberto.
O vigor da renovação aproxima a filosofia das artes.
Linguagem que não se renova fecha o buraco, aniquila a vida.
Tales de Mileto já não fala com a segurança dos cantores épicos porque sente o mundo ruir.
Retorna para reorientar, mas sem a segurança que oferecia o mito.
Ao propor como fundamento, em lugar da terra, a água, Tales abandona a segurança para se
instalar no instável.
Aberto está o caminho que passa por Joyce e alaga o terreno em que pisa Deleuze.
O rio que nasceu numa cidade grega da Ásia Menor, atravessado os séculos,
desterritorializa o pensador francês. No trajeto Mileto-Paris, encontramos o homem trágico,
ferido nos pés como Édipo.
O homem é vítima e autor dos buracos em que cai. Na queda, o homem é causa e corpo precipitado.
No buraco, inventa linguagens. Sempre que a consciência do buraco se aprofunda, a linguagem se renova.
A memória nasce para recordar o que perdemos.
Donaldo Schüler

Notas da Luz:
Tudo isso começou porque eu queria comentar a nota do buraco
Era mais fácil eu falar que o buraco faz parte de nossa existência
Tudo começa em um buraco: Saímos de um buraco e vamos para outro.
Depois saímos desse outro e caímos no mundo, que é um imenso buraco
A vida nada mais é que entrada e saída de buracos
E no fim de tudo acabamos em um buraco.
Simples assim...