domingo, 31 de julho de 2011

Sabes Amar ?

Sobre a Saudade



Só hoje descobri o que era a saudade,
Porque pela primeira vez eu soube que ela tinha teu cheiro;
Que saudade tinha o teu sorriso;
Saudade tem tuas palavras sussurrando em meus ouvidos.
Saudade tem o amor que bate no meu peito;
Saudade tem a mesma força de nossas mãos se dando;
... tem o mesmo calor que nossas almas se entregando;
Saudade tem a mesma voz da nossa música;
Saudade tem os mesmos lugares que nos amamos;
Saudade tem a mesma segurança do teu abraço.
Saudade tem os olhos brilhantes iguais aos teus.
Saudade tem o mesmo gosto dos vinhos de nossas noites.
... e a mesma fome dos nossos corpos a tarde.
Saudade tem o mesmo som de nossos risos;
Saudade tem a mesma estrutura do teu corpo;
Saudade tem a mesma vontade de nossos beijos;
Saudade tem a mesma firmeza do teu toque;
Saudade tem a mesma dor de quando tu some.
Saudade , eu descobri, tem o teu o nome.

Cáh Morandi


As cicatrizes lá estavam, o nariz de alcoólico, a boca de macaco, os olhos reduzidos a fendas, e lá estava também o sorriso estúpido, contente e ridículo de um homem feliz sem saber por quê.

Charles Bukowski in “Mulheres”

Enamorar-te


Permita-te, ao menos uma vez,

abrir a porta emperrada de ti mesmo 

e saia para contemplar-te, 

...sem medo 

...sem culpa

...sem hora.


...Olhe carinhosamente para ti.

...Observe atentamente 

...tua estrada

...tua história

...teus amores

...teus sonhos

...teus medos

...tua insegurança


Permita-se as manhãs, 

ao sol de tua possível primavera.

Exponha-te à carícia 

da leve bruma a brincar

com teus cabelos.

Jogue fora, por um instante,

...o fardo de tuas angústias

...o medo de teu amanhã

...o peso de tua ansiedade.


Tente, ao menos uma vez,

amar a ti mesmo

mais do que amas lá fora,

mais do que supõe amarem-te.



...Enamora-te, ainda que na eternidade

deste momento breve.

...Enamora-te em paz.

...Enamora-te sem pressa.

...Enamora-te sem culpas.

...Enamora-te.

Abel De Jesus Requião

Para apreciar e relaxar

Boa noite!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

TERESA, A FILÓSOFA -- FILOSOFIA E EROTISMO

Por Fernando SAVATER  

Sabes, leitora minha, que até há muito pouco tempo a denominação «livros filosóficos» incluía no catálogo de muitos livreiros as obras pornográficas? Esse honroso contágio provém do século XVIII, como tantas outras coisas boas. Naquela bendita época, ser filósofo significava habitualmente ser libertino, o mesmo que agora significa geralmente ser professor. O qualificativo tornava-se equívoco quando se aplicava a relatos ou novelas «filosóficas». Ainda mais, decerto, se estas narrações provinham de autores franceses... Existe uma pequena novela que é a antonomásia do género e da qual te falarei eu, porque nenhum outro dicionário de filosofia vai alguma vez atrever-se a mencioná-la. É filosófica em dois sentidos, no teórico e no erótico, e é libertina do princípio ao fim (enfim) pensamento, palavra e obra. A filosofia aparece até no seu título, Thérèse philosophe, um nome menos técnico, sem dúvida, mas mais simpático do que A raiz quadrada do princípio de razão suficiente, para dar um exemplo e fazer justiça, pelo menos nisso, a dona Joana, mãe de Schopenhauer.
Teresa é filósofa porque quer aprender a viver com corpo e alma. Para isso busca mestras e mestres que a levam da cama à secretária e, por vezes, convertem em secretária a cama. 

Para ler na integra clique aqui. 
Achei bastante interessante!

Oração de joelhos


Bendita seja a mãe que te gerou!
Bendito o leite que te fez crescer!
Bendito o berço aonde te embalou
A tua ama pra te adormecer!
Bendito seja o brilho do luar
Da noite em que nasceste tão suave,
Que deu essa candura ao teu olhar
E à tua voz esse gorjeio d’ave!
Benditos sejam todos que te amarem!
Os que em volta de ti ajoelharem
Numa grande paixão, fervente, louca!
E se mais, que eu, um dia te quiser
Alguém, bendita seja essa mulher!
Bendito seja o beijo dessa boca!
                                      Florbela Espanca - Trocando olhares - 12/07/1916

LIBERTA...

Florbela Espanca

Procurei o amor que me mentiu.
Pedi à Vida mais do que ela dava.
Eterna sonhadora edificava
Meu castelo de luz que me caiu!
Tanto clarão nas trevas refulgiu,
E tanto beijo a boca me queimava!
E era o sol que os longes deslumbrava
Igual a tanto sol que me fugiu!
Passei a vida a amar e a esquecer…
Um sol a apagar-se e outro a acender
Nas brumas dos atalhos por onde ando…
E este amor que assim me vai fugindo
É igual a outro amor que vai surgindo,
Que há de partir também… nem eu sei quando…


Bom dia!

terça-feira, 26 de julho de 2011

Vou ali viver um pouquinho e já volto


Por todo lado que se olha há possibilidades, possibilidades mil.
Abro a janela e avisto um leque de opções.
O sol do Rio de Janeiro iluminou minha vida. 
Me fez enxergar as coisas por outras perspectivas, milhares de novas perspectivas. 
Abro a porta novas emoções, à vida vibra lá fora.
A vida vibra aqui dentro, ela anda pulsando em mim...
Tenho que aproveitar tudo isso!
Aviso aos navegantes: 
A partir da semana que vem, essa doida que vos escreve (posta,comenta, reclama e fala muita besteira), vai SAIR se arriscar um pouquinho e o movimento em Nossa Casa estará menor.
Buscarei ter mais prazer, abrir-me as coisas que realmente me distraiam e ajudem-me a crescer por fora e por dentro, ter dias mais agradáveis e produtivos. 

Conhecer pessoas novas, rir, conversar, interagir com os outros... estar no mundo! 
E assim buscar novamente a leveza em minha alma, e sei que esse é o momento ideal, pois estou percebendo a vida por uma perspectiva mais ampla.
Essa semana esta sendo decisiva e a ultima semana de ócio.
Estou resolvendo as ultimas pendengas para nova fase.
Mas estaremos aí, sempre que possível passarei dividir as coisinhas com vocês.
Isso vale tanto para Nossa Casa, como para o Facebook.

Terminarei a Enfermagem,  recomeço segunda-feira. 
Me matriculei em aulas de dança de salão. 
Estou com um projeto para meu corpo, isso mesmo meu corpo. 
Quero defini-lo, nesse verão carioca essa Paulista de 33 anos não fará feio. 
Trabalho? Não. Trabalho ainda não rsrsrs. Aí já é querer demais dessa pessoinha. 
Trabalho só em casa, que não é pouco. 
Mas pelo andar da carruagem daqui uns dois anos no máximo estarei trabalhando em algo.
Bem por enquanto é isso. 
Até mais meu povo!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Clarice


E uma desilusão. Mas desilusão de quê? Se, sem ao menos sentir, eu mal devia estar tolerando minha organização apenas construída? Talvez desilusão seja o medo de não pertencer mais a um sistema. No entanto se deveria dizer assim: ele está muito feliz porque finalmente foi desiludido. O que eu era antes não me era bom. Mas era desse não-bom que eu havia organizado o melhor: a esperança. De meu próprio mal eu havia criado um bem futuro. O medo agora é que meu novo modo não faça sentido? Mas por que não me deixo guiar pelo que for acontecendo? Terei que correr o sagrado risco do acaso. E substituirei o destino pela probabilidade.

A Paixão Segundo G.H.

domingo, 24 de julho de 2011

Relacionamento aberto

Por Joane Dale 
Ilustrações de Sandro Menezes

Expor ou não expor a intimidade na internet, eis a questão. saiba como as redes sociais estão transformando a vida amorosa e dando origem a um  novo código de conduta entre as pessoas.

Há um mês, os 517 amigos de um designer carioca, de 36 anos, acharam que ele estava brincando quando trocou o status de "casado" por "solteiro" em seu perfil no Facebook. Por sete anos, o músico e a mulher formaram uma espécie de casal 20 da galera. Após cair a ficha, enfim, os amigos começaram a postar comentários do tipo "não curti", "também não curti", "como assim?" na página dele.
Para a ex-mulher, ele justificou o ato - sacramentado na rede social três dias após a separação - dizendo que preferiu dar a notícia a todos logo de uma vez a ter que ficar se explicando a cada amigo que encontrasse no Baixo Gávea. Seria menos doloroso, alegou ele. Ela, por sua vez, ainda tenta assimilar a dimensão que o rompimento tomou, com sessões extras de terapia particulares e em grupo.


Para alguns, ele teve uma atitude egoísta. Para outros, não. Comunicar o fim de um namoro ou casamento na internet é uma decisão unilateral? Qual é a medida para anunciar ao mundo, literalmente, o término de uma relação, sem desrespeitar o luto alheio? Estas e outras questões, nascidas no mundo virtual mas com implicações bem reais, têm alimentado reflexões e discussões, seja em mesas de bar, em consultórios de psicanálise ou em teses acadêmicas. O fato é que as redes sociais, em diferentes graus, estão causando uma série de transformações nos relacionamentos amorosos. Após saias justas, crises de ciúme e muito bafafá, aos poucos está surgindo um conjunto de novas regras de etiqueta entre os 38,4 milhões de brasileiros que usam Facebook, Orkut e Twitter, segundo números da pesquisa realizada pelo Ibope Nielsen Online no mês passado.
- Os códigos estão sendo criados, entre erros e acertos, pois ninguém sabe ainda aonde isso tudo vai dar - diz o psicanalista Miguel Calmon, que não tem conta em nenhum site de relacionamento, mas costuma participar de debates sobre o tema no jantar com os filhos ou em seu consultório. - O mais importante é ser cauteloso e não fazer uma crítica radical e reacionária das relações intermediadas pelo Facebook, caracterizando-as como de segunda ou quinta categoria, já que as pessoas tendem a achar que amor verdadeiro era o vivido no passado. Essa revolução comportamental está transformando a forma de pensar o amor.
Para muita gente, principalmente as pessoas que ainda não entraram nessa onda, o amor nos tempos das redes sociais é mais impessoal. O psicanalista Joel Birman pondera: o momento é mesmo de repensar os preconceitos.
- Para usar uma metáfora grega, diria que o Facebook é a Acrópole contemporânea - compara. - É um espaço social legítimo, real. A rede social abriu um espaço onde as pessoas podem restaurar laços de amizade e sentimentais numa época em que a dinâmica da metrópole moderna é uma correria só. E isso tudo precisa ser visto com leveza, de preferência sem moralismo.
A professora Fernanda Paixão, de 29 anos, demorou seis meses até conseguir excluir o ex-namorado de sua lista de amigos no Facebook. Por questão de dias, não deu de cara com as fotos do casamento dele no mural. Ela diz que foi difícil se livrar dos vínculos, a história era antiga. O rolo começou em 2006, num tempo em que o Orkut ainda reinava absoluto - não há dados oficiais, mas calcula-se que hoje, no Brasil, existam 22 milhões de usuários do Facebook e 30 milhões do Orkut.
- Namoramos de 2006 a 2007, e após o término encerrei minha conta no Orkut. Mas continuamos enrolados por mais alguns anos e, nesse tempo, nós dois entramos no Facebook. Foram muitas sessões de análise para saber se o tirava, ou não, da minha lista de amigos. Quando vi que acompanhar o perfil dele estava virando um vício, tomei coragem - conta Fernanda que, até hoje, segura o dedinho para não convidar o ex para ser mais um entre os seus 460 amigos.
Autoras do livro "Mulher, vamos descomplicar?", as psicanalistas Luciana de la Peña e Ana Franqueira lembram que as crises sentimentais deflagradas em redes sociais dominaram o seminário "Encontros & Desencontros - Ele simplesmente não está a fim de você", realizado no mês passado no Espaço Trocando Ideias, no Jardim Botânico.
- O que você vai ganhar rastreando a vida do ex pelo Facebook? No máximo, vai ficar sabendo em tempo real que ele entrou numa boate e, no dia seguinte, conferir em fotos o quanto ele se divertiu - diz Luciana. - O problema dos relacionamentos não é o mundo virtual, mas o uso que as pessoas fazem dele.
Após um rompimento, a faxina nos álbuns de fotos criados no Facebook ou Orkut é procedimento de praxe. Mas o problema é que tem sempre aquele melhor amigo do casal que acaba postando uma foto antiga que pode dar aquela angústia no peito de um deles, ou de ambos. Pior é quando alguém repassa uma mensagem cheia de duplos significados que o ex escreveu, mostrando que a vida vai muito bem, obrigado. No mundo virtual, os "falecidos" costumam ressuscitar com a maior desenvoltura.
Não à toa, foi lançado um programinha chamado Ex-Blocker, que tem a missão de bloquear tudo (tu-do!) relacionado à antiga cara-metade. Basta inserir o primeiro e o último nome do dito(a) cujo(a) na conta no Twitter e no Facebook. O site da empresa criadora do software, em blockyourex.com , informa que, hoje, cerca de 14.900 pessoas são bloqueadas através dele.
As pessoas estão ficando loucas com o Facebook, os relacionamentos estão frios e a exposição, enorme
A administradora de empresas Vivian Mattos, de 28 anos, precisa urgentemente ser apresentada ao Ex-Blocker. Há dois meses, ela entregou sua conta do Facebook nas mãos de uma amiga, pediu para que ela trocasse a senha e, desde então, não entrou mais na rede. Tudo para não ficar com vontade de fuxicar a vida do ex, no melhor estilo "o que os olhos não veem o coração não sente".
- Nunca fui muito adepta de redes sociais, mas acabei entrando na onda do Facebook e, quando terminei, fui obrigada a mudar meu status para solteira. Quando fui ver o dele, adivinha?, ele já havia mudado antes de mim. Que decepção! A tristeza aumentou - lamenta. - E ainda tive que ouvir de uma colega do trabalho que se ele mudou de status é porque acabou mesmo...
Nada como um dia após o outro: Vivian jura que está conseguindo se recuperar e que está mais feliz sem a tentação de acessar o Facebook a todo momento através do celular, como antes.
- Quando quero falar com algum amigo, pego o telefone e ligo. As pessoas estão ficando loucas com o Facebook, os relacionamentos estão frios e a exposição, enorme - opina a moça.
Na alegria ou na tristeza, o Facebook faz parte do enredo de muitas histórias de amor. A teia criada por Mark Zuckerberg em 2004, tema do filme "A rede social" (que, aliás, começa com o fim de um namoro), foi o fio condutor do último relacionamento da estudante de administração Paula Pires, de 20 anos. Ela estava saindo com um carinha que conheceu na PUC fazia meses. Ele tinha feito até a proposta de os dois assumirem um "relacionamento enrolado". Eis que certo dia Paula foi pedida em namoro oficialmente - pelo Facebook.
- Recebi uma mensagem pelo site com uma declaração de amor fofa, com uma solicitação de relacionamento sério. Sou contra assumir um namoro no Facebook assim tão rápido, mas foi tão bonitinha a atitude dele que acabei aceitando - conta Paula, que namorou o rapaz por 11 meses.
Solteira há menos de um mês, optou por deixar o campo do status de relacionamento em branco:
- Me recuso a botar que estou solteira. Quem põe isso é porque está querendo provocar alguém ou porque está desesperada.
A troca de status é uma das ações de maior audiência no Facebook. Bote o aplicativo Social Statistics, que coleciona mais de dois milhões de fãs, para rodar no seu perfil e confira o resultado. No quesito Top Posts, a alteração de status sempre figura entre os dez mais comentados.
- As pessoas costumam comentar mais o término de um namoro do que o início. Quando assumi o namoro, meia dúzia de amigas curtiu, desejou felicidades. Mas quando terminei, todo mundo da faculdade me chamou no chat para mostrar uma suposta solidariedade - alfineta Paula.
Curtir a solteirice alheia também pode pegar mal na rede. Em abril, após o término de um namoro de dez meses, a gaúcha Karen Marcelja, de 32 anos, acabou mudando o status de relacionamento para solteira. Dez minutos depois, sua melhor amiga simplesmente "curtiu", o verbo mais conjugado no Facebook, num ato de apoio. Pronto: o barraco online foi parar no Twitter.
- Meu ex-namorado ficou magoado com a atitude dela e foi desabafar no Twitter. Ele começou a mandar um monte de indiretas, essa minha amiga ficou furiosa, e os dois brigaram por mensagens no Facebook - conta Karen, que, no geral, acabou vendo o lado positivo da mudança de status. - Virar solteira desperta um monte de paquerinhas que estavam adormecidas.
Ilustração: Sandro Menezes
No fundo, todo mundo quer é ser amado, dentro e fora da internet, observa Ana Maria Sabrosa, da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio:
- De alguma maneira, o ser humano é marcado pelo desamparo e tem necessidade imensa de ser amado. Toda publicação em rede social tem um objetivo. Mas como tudo é subjetivo, às vezes o retorno pode causas frustração, às vezes pode causar felicidade.
Há quatro anos estudando o ambiente social do Facebook, os pesquisadores Amy Muise, Emily Christofides e Serge Desmarais, do Departamento de Psicologia da Universidade de Guelph, do Canadá, não têm dúvidas de que a rede social está tornando o exibicionismo online algo, digamos, mais natural. Mas divulgar aos quatro ventos se é solteiro, noivo, casado, viúvo ou está num relacionamento sério ou numa amizade colorida (ao todo, são nove opções de status no Facebook) tem suas implicações. Não divulgar, também. O ponto mais latente é o ciúme.
- Algumas mulheres se tornam mais ciumentas quando passam muito tempo no Facebook. Num estudo recente, notamos que a exposição detona o gatilho do ciúme, e isso compromete a relação, deixando a pessoa menos satisfeita e menos comprometida com o parceiro - adverte Amy.
Faz sentido. De acordo com uma recente pesquisa da empresa de antivírus Norton, o uso do Facebook é uma das principais causas de divórcios nos Estados Unidos atualmente. A canadense poderia fazer uma extensa lista de dicas para casais evitarem este desfecho e terem uma vida amorosa saudável mesmo sem abrir mão das redes sociais.
- Se você encontrar algo que te deixe desconfortável no mural do seu parceiro, converse sobre isso. Muita informação divulgada no Facebook pode ser mal interpretada - diz Amy.
A forma encontrada pelo casal Luciana e Gustavo Thorstensen, ambos de 37 anos e 16 de casados, para se blindar de ti-ti-tis online foi criar um perfil compartilhado no Facebook.
- Achava ridículo ter um Facebook com o marido, porque isso tira a individualidade. Mas foi o jeito encontrado para evitarmos futuros aborrecimentos. Está dando certo - conta Luciana, que quando escreve uma mensagem no mural de algum dos 253 amigos do casal assina "/LU". - Conheço muitos casais que têm contas separadas no Facebook, mas um tem a senha do outro. Prefiro ser cafona a ser hipócrita.
Perfis compartilhados levam a alguns problemas. Quando o relacionamento termina, a quem pertence a conta? Para alguns, a saída é extinguir o perfil. Em outros casos, um assume a conta, e muda a senha (algo como trocar a fechadura da porta na vida real). A questão da privacidade, como se vê, é complexa. E virou objeto de estudo do mestrando Gustavo Rauber, do departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais, em parceria com o Indraprastha Institute of Information Technology, de Nova Délhi. No total, 744 pessoas participaram da pesquisa, que será divulgada em outubro, no evento WebMedia'11, em Florianópolis. Entre as conclusões, ele confirmou que os indianos, por exemplo, são mais cautelosos do que os brasileiros nas redes sociais.
- A maioria das pessoas ignora os controles de privacidade existentes. Pode ser por desleixo, por autopromoção ou pela falta de intimidade com o sistema - avalia Gustavo.
Especialista no assunto, ele divide bem o que compartilha entre os seus cerca de 250 amigos no Facebook. Menos da metade deste total, por exemplo, soube que ele ficou noivo da namorada há seis meses.
- Dá trabalho, mas através das configurações de privacidade é possível definir os diversos níveis de intimidade por grupos. Apenas os amigos que eu gostaria foram avisados do meu noivado - diz o pesquisador mineiro, de 28 anos. - Todos nós estamos limitados a um certo número de amizades, seja por falta de tempo ou pela nossa capacidade cognitiva. O valor mediano para tal limite é estimado em 150 amizades, conhecido como número de Dunbar. E esse número foi confirmado no Facebook: apesar de você ter dois mil amigos, não consegue manter contato com muito mais de 150 pessoas.
A administradora Bárbara Bretas, de 34 anos, é um exemplo de usuária seletiva. Em seu perfil, são 134 amigos contados nos dedos. Para ela, rede social é coisa séria. Foi através do Facebook, inclusive, que conheceu seu atual namorado, o piloto Gustavo Perrota, de 29. A história é um conto de fadas com toques bem contemporâneos: certo dia, uma amiga em comum resolveu bancar o cupido e sugeriu que ela desse um confere na ficha e nas fotos de Gustavo na sua lista de amigos (encontro às escuras entrou mesmo em extinção). Mas qual não foi a surpresa ao dar de cara com o aviso "Gustavo Perrota está em um relacionamento sério", que parecia piscar no monitor. Hoje, aos risos, ele explica o acidente de percurso:
Ilustração: Sandro Menezes
- Eu já estava de saco cheio da quantidade de periguetes querendo me adicionar, então resolvi mudar meu status de relacionamento.
Sobrou para a amiga-cupido desfazer o mal-entendido. Em cinco minutos, o status de relacionamento dele ostentava um atraente "solteiro" de novo.
- Quando vi que ele estava solteiro mesmo, comecei a olhar as fotos, vi que era gatinho, e dei o aval para a nossa amiga nos apresentar - conta Bárbara.
Os dois saíram pela primeira vez no último carnaval e não se largaram mais. Quer dizer, já rolaram umas briguinhas, o suficiente para para ela tirar do perfil que estava em um "relacionamento sério com Gustavo Perrota"...
- Para não virar bagunça, depois da terceira troca de status, resolvemos agora deixar essa lacuna em branco. Não quero mais dar satisfação para ninguém sobre a nova vida amorosa - avisa Bárbara.
Roteirista da peça "Adultério", em cartaz no Teatro do Leblon até o fim do mês, o dramaturgo Daniel Herz, da Companhia Atores de Laura, levou o mito da traição virtual para o palco:
- É uma discussão aberta. Há quem pense que a chamada traição virtual alivie o desejo da traição na carne - comenta Daniel, casado e com a lacuna do status de relacionamento em branco no Facebook. - Nós conversamos sobre isso e optamos pela discrição.
Pode ser apenas uma coincidência, mas acabou de desembarcar no Brasil um site de relacionamentos que facilita a vida de pessoas casadas que querem pular a cerca. De origem americana, o Ohhtel é gratuito para mulheres. Homens pagam R$ 60 para enviar emails para as pretendentes. Nos sete primeiros dias por aqui, o site atingiu a marca de 63.317 inscritos (no total, são um milhão e 300 mil participantes, de diversos países). Neste caso, só a troca de mensagens é virtual. O objetivo final é a "traição na carne" mesmo.


Fonte:Revista O Globo 24/07/2011
Leia mais sobre esse assunto em redes-sociais-estao-transformando-vida-amorosa-dando-origem-um-novo-codigo-de-conduta
Mais tirinhas aqui

sábado, 23 de julho de 2011

Porque hoje é sabado

Só com músicas dos talentos que foram silenciados aos 27 anos










Mais uma para lista da Maldição dos 27






Londres, 14 de setembro de 1983 — 23 de julho de2011


A cantora Amy Winehouse morreu na tarde deste sábado (23), por volta das 16h do horário local (13h de Brasília), aos 27 anos. Segundo informações dos jornais "The Guardian", "Daily Mirror", The Sun" e "Sky News", a cantora foi encontrada morta em sua casa em Camden, na Inglaterra. Há suspeitas de que ela tenha sofrido overdose de drogas.
Sua última aparição foi na noite de quarta-feira, quando se apresentou ao lado da cantora de soul Dionne Bromfield, na The Roundhouse, uma casa de shows em Camden. Ela havia saído havia pouco tempo de um programa de reabilitação e estava sob regras severas para não beber.


A maldição dos 27 anos



A “Maldição dos 27 anos” ou “Clube dos 27” seria uma maldição que ronda músicos de todo o mundo e começou depois da coincidência de vários músicos famosos morrerem com a mesma idade. Então criou-se a lenda de que este número seria maldito para eles.

Essa maldição contém lendas do rock em sua maioria, mas músicos de rap e R&B também podem ser encontrados nessa macabra coincidência.
O número 27 também tem um certo significado. Para a numerologia, o 27 significa uma transição, a passagem para um próximo estágio da vida. Ter 27 anos significa estar entrando na 3ª fase da vida, pois a vida muda de ciclo a cada 9 anos e isso significaria uma proximidade maior com Deus.

Robert Johnson (08/05/1911 – 16/08/1938)


Considerado por muitos o avô do rock n´ roll, mesmo com o pouco tempo de vida, influenciou músicos como Jimi Hendrix, Bob Dylan e Eric Clapton. Este último o chamava de o mais importante cantor de blues que já existiu.

Um mito popular conta que Johnson vendeu sua alma ao diabo na encruzilhada das rodovias 61 e 49 em Clarksdale, Mississippi, em troca da proeza para tocar guitarra. Este mito foi difundido principalmente por Son House, e ganhou força devido às letras de algumas de suas músicas, como “Crossroads blues”, que falava de uma encruzilhada e do seu encontro com o demônio. Sua história foi pano de fundo para o filme “A Encruzilhada” (“Crossroads”), de 1986, com Ralph Macchio.
O bluesman morreu vítima de pneumonia, causada por sífilis fulminante. Mas a morte também foi relacionada com um assassinato. Robert era mulherengo e era grande a suspeita de uma possível morte encomendada por um marido enganado por umas das mulheres com que Robert flertava.

Brian Jones (28/02/1942 – 03/07/1969)


Brian Jones foi um dos fundadores da lendária banda Rolling Stones. Ele convidou Mick Jagger e Keith Richards, em 1962, para formar uma banda. O nome escolhido se inspirou no trecho de uma canção de Muddy Waters que dizia “pedras rolantes não criam musgo”.

Apesar da fama e fortuna originada pelo sucesso da banda, Brian acabou por ceder ao uso desregrado de drogas, o que lhe valeu o desprendimento do grupo em 8 de junho de 1969. Menos de um mês depois, no dia 3 de julho, Brian foi encontrado morto boiando na piscina de sua mansão em Londres. A causa da morte foi overdose seguida de afogamento.

Porém, uma das suspeitas levantadas na época fora relacionada com seus companheiros de banda, liderado por Mick Jagger, suposto sumo-sacerdote de uma seita satânica, a “Proscess Church of Final Judment”, que o sacrificariam em troca de sucesso eterno.


Jimi Hendrix (27/11/1942 – 18/09/1970)


Jimi Hendrix é até hoje considerado o maior guitarrista de todos os tempos e sua obra influencia músicos de todas as idades.
Em 18 de setembro de 1970, Hendrix foi encontrado desacordado na cama do quarto de um hotel onde estava com sua namorada alemã, Monika Dannemann, após ter cheirado LSD em pó e tomado cápsulas com anfetaminas e sedativos, tendo, em seguida, se asfixiado em seu próprio vômito durante o sono. O laudo do hospital disse que Hendrix chegou ao hospital já morto. Seu corpo foi mandado de volta para casa e enterrado no Greenwood Memorial Park, em Renton, estado de Washington, nos Estados Unidos.


Janis Joplin (19/01/1943 – 04/10/1970)


Cantora norte-americana de blues, Janis foi influenciada pelo rock e pelo soul e possuía uma voz marcante. Fez de seu nome uma lenda nos anais da música, tanto pelo talento como por suas loucuras.

Numa viagem de trem na década de 60, a cantora, ídolo da geração “paz e amor”, ficou frustrada por ter transado com “apenas” 65 dos 365 homens que estavam a bordo.
Morreu sozinha num quarto de hotel por overdose de heroína em 4 de outubro de 1970, em Los Angeles. Foi cremada no cemitério-parque memorial de Westwood Village, em Westwood, Califórnia, e numa cerimônia, suas cinzas foram espalhadas pelo Oceano Pacífico.



Jim Morrison ( 08/12/1943 – 03/07/1971)

Vocalista da banda The Doors, Jim virou uma lenda da música por suas letras e seu jeito de viver a vida como se vivesse em seu próprio mundo.

Foi encontrado morto na banheira de um apartamento em Paris. Muitos fãs e biógrafos especularam sobre a causa da morte. Existe uma versão de que ele teria cheirado uma potente heroína puríssima que sua namorada havia comprado. Outra hipótese seria um assassinato planejado pelas próprias autoridades do governo norte-americano. A CIA entra na jogada como a grande suspeita de ter eliminado Jim, pelo fato dele ter sido uma grande e má influência para os jovens ianques. Porém, o relatório oficial diz que foi ataque de coração a causa da sua morte.

Está sepultado no famoso cemitério do Père-Lachaise, em Paris. Devido a atos de vandalismo de alguns fãs, por diversas vezes a associação de amigos do cemitério sugeriu que o corpo fosse transferido para outra necrópole.

Gary Thain (15/05/1948 - 08/12/1975)

Viciado em heroína, Thain sofreu uma violenta descarga elétrica oriunda de seu baixo em setembro de 1975, durante uma apresentação da sua banda, o Uriah Heep, no Moody Coliseum, em Dallas. Depois disso, nunca mais se recuperou e acabou sendo encontrado morto em sua residência no dia 8 de dezembro do mesmo ano, pouco depois da sua saída compulsória do grupo devido ao seu exacerbado vício em drogas.

Kurt Cobain ( 20/02/1967 – 05/04/1994)

Kurt, conhecido guitarrista e compositor do Nirvana e um dos protagonistas do cenário grunge, é tido como um dos maiores artistas da década de 90.

Suicidou-se com o tiro de uma espingarda na boca, em sua própria casa. A autópsia encontrou traços de tranqüilizantes e heroína no seu sangue. O nível de heroína era tão significante que, mesmo ele, famoso pela enorme quantidade que tomava, não poderia ter sobrevivido por muito mais tempo do que aquele que levou para disparar a arma.

De acordo com o livro “Heavier Than Heaven”, sua biografia, a irmã de Kurt afirma que, quando criança, ele dizia o quanto queria entrar para o “Clube dos 27”.

A personalidade confusa e conturbada fez de Kurt um cara suicida. Existe também lendas que sua mulher Courtney Love teria mandando matá-lo. Entretando, o fato é que ele já tinha uma grande tendência de auto-destruição. A heroína encontrada no sangue de Kurt era suficiente para matar 10 homens. Esse fato, levantado por Nick Broomfield, deixa dúvidas no ar sobre a morte: será que Kurt, com toda essa dose de droga ingerida, ainda conseguiria manejar uma espingarda? A verdade é que Courtney Love nunca foi investigada a sério.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

BUSQUE SUA EXCELÊNCIA


Estou há muito para publicar esse texto, que tenho em mãos já há alguns anos, mas ainda não o tinha feito, pois não o aceitava, muito pelo contrario, para mim era um tapa na cara. Coisa de auto-ajuda e fora da verdadeira realidade. Mas está na hora de aceita-lo, devorá-lo e aplicá-lo em minha vida. Ele faz muito sentido sim, o que não faz sentido nenhum; são alguns sentimentos que venho carregando comigo por mais de duas décadas. Espero que sirva para os amigos também. Segue:


Embora a imperfeição ainda faça parte da natureza humana, a busca pela perfeição, pelo acerto, pelo bem feito ou, melhor ainda pela excelência deve ser uma constante em nossa vida. 
Jamais se acomode, porque você| esta neste mundo para se desenvolver, para evoluir em todos os campos do seu viver.Quando digo isso, não quero incitá-lo a mania de perfeição ou a eterna insatisfação!
Não é isso! Quero chamá-lo a realidade, para que você reaja diante de seus problemas.
Cada dificuldade que surge em sua vida é um novo desafio a chamar-lhe para ação para sair de sua zona de conforto. E decidir mudar. Uma das maiores virtudes do ser humano, a meu ver, é a gratidão, a capacidade da pessoa saber contar às bênçãos que a vida lhe oferece, ao invés de viver se lamentando pelo que lhe falta.
O que mais observo nas pessoas gratas é a característica de, mesmo muito satisfeitas com o que já tem, sempre buscam por mais: mais amigos, mais sucessos, mais alegrias de viver por que sabem que merecem compartilhar da abundancia deste universo. Por outro lado, vejo pessoas se queixando de tudo, envolvidas nas pesadas nuvens das lamentações. O que elas não percebem é que as atitudes negativas rejeitam a prosperidade, e nesse turbilhão de queixas, acomodam-se em levar uma vida mediana, em serem como os outros e se deixarem levar pela opinião alheia.
O triste é que o mediano é sinônimo de medíocre... Assim o mundo esta cheio de pessoas medíocres que nem percebem o quanto o são. Se acham populares e modernas sem perceber que são apenas pessoas influenciáveis, a quem falta o desenvolvimento de uma personalidade forte e segura.
Faltam-lhes, também auto-estima e autoconfiança por que acreditam que, para serem aceitas precisam ser como os outros, e  é justamente por aí que se enveredam pelo campo da mediocridade.
Na vida profissional, ISSO É TIPICO. A MAIORIA FICA FELIZ se consegue SER BOM e fazer um bom trabalho, quando na verdade, o bom é pouco para se vencer na vida.
O competitivo mercado global não se interessa mais por profissionais bons, mas sim por aqueles que buscam sua excelência em suas decisões e atitudes.
“Aristóteles disse certa vez, que; ‘ somos o que fazemos repetidas vezes”.
"A excelência, portanto, não é um feito, mas um habito”.
John Kennedy  falou:” O Conformismo é carcereiro da liberdade e inimigo do crescimento”. 
Reflita bem sobre sua vida – pessoal e profissional – e pare de se contentar com o mais ou menos. 
Acredite em seu potencial e saiba que, dentro da natural imperfeição humana, é dever de cada um fazer o melhor do melhor, para que este mundo possa realmente evoluir de forma mais rápida.
Diante de tantos escândalos na política do nosso país, nós brasileiros estamos vivendo momentos de descrença e vergonha. Entretanto o grande segredo para que seu futuro seja brilhante e promissor é descobrir seu próprio brilho interior, sua força infinita de mudar a realidade em que vive, sem ter de jogar a responsabilidade de seus desacertos e infortúnios, no mundo externo, nos políticos, nas autoridades, no país, nos maus exemplos de quem quer que seja. Cada pessoa nesse mundo é dona de suas próprias escolhas – de – seu sucesso e fracasso – e são essas escolhas que traçam as linhas do seu presente e de seu futuro.
No livro O Poder do agora, o autor Eckhart Tolle conta a história de um mendigo que por anos e anos, ficou sentado no mesmo lugar debaixo de uma marquise, até um dia que uma conversa com um estranho mudou sua vida. Pediu esmola, como de costume, e o estranho, que nada tinha a oferecer, apenas lhe perguntou o que tinha no baú em cima do qual o mendigo estava sentado. 
Ele respondeu: “Nada, isto é só uma caixa velha que encontrei aqui. Já nem sei há quanto tempo sento em cima dela.” O homem curioso insistiu para que o mendigo abrisse e vice o que continha. O mendigo então resolveu abrir a caixa. Teve de fazer um esforço enorme para levantar a tampa e mal conseguiu acreditar ao ver o que o velho caixote estava cheio de... ouro!!!
É preciso que você entenda que a excelência, o sucesso e a felicidade tão almejada já estão aí dentro de você, algumas vezes escondidos pelos seus traumas, pelas suas crenças negativas da infância ou pelas programações pessimistas daqueles que o cercam. É preciso entender também, que a excelência pessoal e profissional só é possivel para aquele que cultiva dentro de si a ética e a honestidade como valores primordiais do viver e pauta suas escolhas a partir de tais valores.
Por isso eu sempre digo é chegada a hora de acordar!!!
Pare de colocar expectativa nos outros e comece já a olhar para seu próprio sol interior, enxergando suas qualidades mais preciosas – o seu tesouro – que se for bem aproveitado, pode levá-lo a realização de todos os seus mais caros sonhos. Para de mendigar as atenções dos outros e assuma, de vez, o comando de sua vida, que lhe confere o dever e o direito de escolher o melhor caminho para sua realização e felicidade.


Desconheço a autoria do texto acima...

Tapa Na Pantera

As três grandes feridas narcísicas



E antes que me esqueça, você diz que se ninguém nos ama, viramos coisa fora de uso, sem nenhuma significação, certo? Pois saiba o senhor que muito mais importante do que sermos amados é amar, ouviu bem? É o que nos distingue desse peso de papel


ANTES DO BAILE VERDE
Lygia Fagundes Telles



Os objetos só têm sentido quando têm sentido, fora disso... 

Eles precisam ser olhados, manuseados. Como nós. Se ninguém me ama, viro uma coisa ainda mais triste do que essas, porque ando, falo, indo e vindo como uma sombra, vazio, vazio. É o peso de papel sem papel, o cinzeiro sem cinza, o anjo sem anjo, fico aquela adaga ali fora do peito. Para que serve uma adaga fora do peito?


ANTES DO BAILE VERDE
Lygia Fagundes Telles

quarta-feira, 20 de julho de 2011

É Coisa da sua cabeça



Mentes Brilhantes

A nossa consciência é um dos grandes mistérios da humanidade. Mas já sabemos que é possível alterá-la com pequenas mudanças de atitude que podem deixar você – e o mundo – transformado.

É Coisa da sua cabeça

Raymundo Vasconcelos é um matemático paulistano que sofria de estresse.
Em 2002, a situação estava tão grave que tinha dificuldade para dormir e vivia com irritação constante. “Quando resolveu tentar a meditação, o objetivo era reverter esse quadro – mas ele acabou indo mais longe.” É como se eu conseguisse controlar meus pensamentos.




Meu foco passou a ser o agora, não mais no passado ou no futuro. “Tenho uma atenção mais holística das coisas”, diz Vasconcelos.
O estresse, claro diminuiu, mas ele também passou a render mais no trabalho e começou a ter facilidade para aprender outras línguas. É como se tivesse passado por um salto de consciência-que ele agora consegue replicar todo o tempo. “Medito andando ou até conversando. Deixei de reagir aos meus pensamentos, agora sou eu que ajo”, diz Vasconcelos. Nem todos sentem a mesma mudança dessa forma, e a meditação não é a única maneira de se chegar lá. Mas esse grau de conscientização (de si mesmo e do ambiente ao redor) traz conseqüências impressionantes. Todo mundo já sentiu em maior ou menor grau; um estado de estar plenamente ciente de seus atos com pensamento focado nas ações. Se fosse possível ficar nesse grau de concentração o tempo todo, sintomas como ansiedade e estresse sumiriam, e até mesmo a relação com os outros e o ambiente melhoraria. O próximo passo agora seria imaginar o que aconteceria se esse processo, restrito hoje em dia a algumas poucas pessoas, fosse repetido por um grande numero de indivíduos – sociedades inteiras. É o que imaginou um grupo de pensadores, animados com os resultados que o salto de consciência pode trazer. São pessoas filiadas ao clube de Budapeste ou ao grupo Word Shift, cuja missão principal é esclarecer que estamos chegando ao limite, como indivíduos e como espécie, e que precisamos mudar a nossa relação com o mundo. “Quando uma espécie com alto nível de consciência, como o humano, chega ao limite de seus recursos, ela não precisa morrer. Ela pode mudar sua consciência. Com isso, teríamos outros valores outras prioridades. Poderíamos viver de maneira sustentável”, escreveu em um artigo Ervin Laszlo, fundador do Clube de Budapeste. Sustentável, aqui, é menos ansioso, mais responsável pelos seus atos. A lógica deixa de ser a da competição e passa a ser a da colaboração. E já temos as ferramentas necessárias para colaborar: a troca de informações e experiências. Mal não pode fazer. Pode ser um caminho para mais um momento histórico – parecido com aquele do primeiro Homo erectus que viu o significado na rocha e nos tornou humanos.

Da Matéria Mentes Brilhantes
Texto de Karin Hueck
Fonte: Revista Super Interessante edição 293 jul/2011

Teu corpo é meu espelho e em ti navego...

Legião Urbana - Daniel Na Cova Dos Leões
Aquele gosto amargo do teu corpo
Ficou na minha boca por mais tempo.
De amargo, então salgado ficou doce,
Assim que o teu cheiro forte e lento
Fez casa nos meus braços e ainda leve,
Forte, cego e tenso, fez saber
Que ainda era muito e muito pouco
Faço nosso o meu segredo mais sincero
E desafio o instinto dissonante.
A insegurança não me ataca quando erro
E o teu momento passa a ser o meu instante.
E o teu medo de ter medo de ter medo
Não faz da minha força confusão.
Teu corpo é meu espelho e em ti navego
E eu sei que a tua correnteza não tem direção.
Mas, tão certo quanto o erro de ser barco
A motor e insistir em usar os remos,
É o mal que a água faz quando se afoga
E o salva-vidas não está lá porque não vemos.