quarta-feira, 20 de julho de 2011





Nada me prende, a nada me ligo, a nada pertenço. 
Todas as sensações me tomam e nenhuma fica. 
Sou mais variado que uma multidão de acaso, 
Sou mais diverso que o universo espontâneo 
Todas as épocas me pertencem em um momento, 
Todas as almas um momento tiveram seu lugar em mim.
Fluido de intuições, rio de supor-mas,
Sempre ondas sucessivas,
Sempre o mar – agora desconhecendo-se
Sempre separando-se de mim, indefinidamente.”

Fernando Pessoa (Passagem das Horas, 2002, p. 247)

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