sexta-feira, 29 de julho de 2011

TERESA, A FILÓSOFA -- FILOSOFIA E EROTISMO

Por Fernando SAVATER  

Sabes, leitora minha, que até há muito pouco tempo a denominação «livros filosóficos» incluía no catálogo de muitos livreiros as obras pornográficas? Esse honroso contágio provém do século XVIII, como tantas outras coisas boas. Naquela bendita época, ser filósofo significava habitualmente ser libertino, o mesmo que agora significa geralmente ser professor. O qualificativo tornava-se equívoco quando se aplicava a relatos ou novelas «filosóficas». Ainda mais, decerto, se estas narrações provinham de autores franceses... Existe uma pequena novela que é a antonomásia do género e da qual te falarei eu, porque nenhum outro dicionário de filosofia vai alguma vez atrever-se a mencioná-la. É filosófica em dois sentidos, no teórico e no erótico, e é libertina do princípio ao fim (enfim) pensamento, palavra e obra. A filosofia aparece até no seu título, Thérèse philosophe, um nome menos técnico, sem dúvida, mas mais simpático do que A raiz quadrada do princípio de razão suficiente, para dar um exemplo e fazer justiça, pelo menos nisso, a dona Joana, mãe de Schopenhauer.
Teresa é filósofa porque quer aprender a viver com corpo e alma. Para isso busca mestras e mestres que a levam da cama à secretária e, por vezes, convertem em secretária a cama. 

Para ler na integra clique aqui. 
Achei bastante interessante!

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