sábado, 6 de agosto de 2011

Vapor


Foto clássica de mãe e filho logo após a explosão em Hiroshima.


Depois de um décimo de milésimo de segundo, o ar começou a absorver a explosão e a reagir. (…) Nesse momento, o clarão inicial já tinha percorrido um raio de trinta quilômetros. (…) Sob o hipocentro, o sangue no cérebro da senhora Aoyama já começava a vibrar, na iminência de virar vapor. O que ela experimentou foi uma das mortes mais rápidas de toda a história humana. Antes que algum nervo começasse a perceber a dor, ela e seus nervos deixaram de existir”.

Charles Pellegrino in O Último Trem de Hiroshima 

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