quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Melhorar o mundo melhorando a si próprio

[...] Desarmar deve ser o lema, não apenas um desarmamento da sociedade civil, dos membros particulares da sociedade, mas do Estado, uma tomada de posição pela paz interna e pela concórdia externa. Coloquemos claramente que não somos ameaça a ninguém, mas nem por isso aceitaremos ou acataremos qualquer ameaça, pois ainda que não matemos pela liberdade, morreremos por ela, se preciso for. Desarmem principalmente o espírito dos preconceitos, das receitas prontas, do exemplo do passado, ou dos outros; é preciso inventar algo próprio. O grande tirano a ser morto, na maior parte dos casos, está dentro da própria pessoa. A grande mudança não está apenas na ação, mas na recepção da ação alheia e própria. Não basta agir bem, é preciso não querer punir quem age mal, pois o justo deve transcender a arcaica vingança primitiva. O que melhor fiz e faço pelo mundo é me fazendo como sou, uma pessoa que discute a vida aonde for e com quem esteja, não buscando seus enigmas, todos eles falsos ou tolos, quando não os dois simultaneamente, mas revelando a tolice diária das intermináveis filas que as pessoas domesticadas esperam pacientemente (ou não) a sua vez de serem atendidas. E se querem aumentar a arrecadação estatal, descriminalizem as drogas, o jogo, a prostituição, o aborto; além de aumentar a arrecadação com os impostos sobre tais produtos e serviços, não se gasta com a sua proibição e perseguição inútil. Enfim, se querem dinheiro para pagar as dívidas, arrecadem de quem só dá custo social, até o momento, e economize com o corte do custo com a proibição dessas atividades hoje clandestinas. Se não são as virtudes que podem nos salvar, os vícios pelo menos podem amenizar as dores dessa vida cujos ganhos não deveriam ser apenas financeiros. Não foram as proibições que amenizaram os costumes, ou eliminaram os vícios, mas a regulamentação daquilo que pertence a privacidade das pessoas que torna possível o convívio, e a tolerância com os vícios que não devem ser vistos como crimes ou pecados.
Outro Alguém Sem Sobrenome


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