sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Depois do Bom Dia Brasil....



Às vezes sinto que devia usar este espaço para assuntos que insistem em pulular no espaço quente e úmido do meu cérebro. Meus pensamentos diários sobre essa vida dariam boas crônicas.

Não são poucas as vezes que me vem uma vontade louca de escrever, botar a boca no mundo, mas a preguiça apodera-se de mim e pronto. Nada. Também pesa o fato de pensar sobre a irrelevância dos temas, são fatos muito batidos que cada um tem sua opinião, serei apenas mais uma, com pouco a oferecer por aqui bradando suas dores e sua forma amarga de ver o mundo como ele é.

Já o fato de pouco ou nada importar aos outros aquilo que penso isso pra mim também não importa, pois a mim importa pouco a maneira cor de rosa que eles vêm. Pouco ou nada me interessa o que os outros pensam sobre o que quer que seja.

Sim às vezes sou arrogante e birrenta, mas esta coisa a que chamamos vida me ensinou assim.

Sou assim, gosto assim e é assim que me entrego às pessoas, mas dificilmente me entrego, ou me entrego sempre por qualquer cafuné na cabeça. Mas isso é um outro assunto também meio batido, pois já falei muito de meus sentimentos aqui, as vísceras já foram expostas em praça pública por diversas vezes. Não sou nem menos nem mais por isso. E lá vou eu enredando-me por outros campos, mas hoje não quero falar disso.
Lembra de Gabriela? Pois e por aí.

Mas que eu deveria escrever mais, ah isso sim eu deveria.

Parar de usar as palavras do Caio, da Clarice, de Florbela, de Brecht e usar a minha voz. Meus pensamentos, minhas idéias. Mas o fato é que tudo já foi pensado ou dito. Hoje é uma reciclagem geral. O mundo é cíclico. Os pensamentos também.  Sempre escolhemos uma corrente e seguimos por ela. Não tem jeito sempre quando escrevo algo, tem a influência de alguém. Nessas horas sou altamente influenciável.
Pois é, mas só queria mesmo é dizer que: não agüento mais ouvir os telejornais, não agüento mais ouvir as verdades, não agüento mais a realidade.

Uma dose de poesia, por favor.
Um pouco do lúdico.
Devolvam-me o véu de Maya
Um pouco de fantasia.
Poxa gente, mentiras sinceras me interessam.
Enfim: Guardas, guardas, prendam a verdade e tirem essa realidade da minha frente.

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