sábado, 28 de abril de 2012

E não se iludam filhos de Cronos




Cronos, um pai cruel, devora seus filhos com uma voracidade  impiedosa. Infinito soberano, mas tão mesquinho com os seus.Vê seus filhos se degradarem tão rapidamente.
Com o tempo tudo que é bonito se desfaz.
O calor da paixão esfria.
Máscaras caem, verdades aparecem nem tão bonitas.
A beleza acaba flores morrem.
E o sábio pai continua. Renova-se e é infinito.
Mas nós, poeira cósmica, denominados filhos de deuses. Sumimos num ínfimo espaço de tempo. 
E não se muda uma vírgula de lugar por nossa ausência...

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