domingo, 15 de julho de 2012

Estou voltando às minhas fontes originais e transformando-as.


Quero um futuro, mas não consigo romper com o passado aprisionante. Um passado que comodamente coloquei como escudo, pretexto para minhas falhas um espesso muro de lamentações. Preciso falar, mesmo que só pra mim que nesse momento: estou rompendo com os dentes esse cordão umbilical que me mantém presa a esse passado.

Rompendo com o TUDO É PROIBIDO de minha mãe, rompendo com o TUDO É PERMITIDO do meu pai. Desenvolvendo minhas próprias medidas. O tudo é proibido eu nunca respeitei, mas enfrentava excessivo peso na consciência. O tudo é permitido me trazia sérias conseqüências. Buscando MEU meio termo.

Resolvi abandonar a menina pobre, insegura, ela não quis acompanhar nosso desenvolvimento teimava em continuar com aquela pequenez. Acuada em seu mundinho. E pior, mais infeliz que deveria ser. Daqui para frente deixarei a mulher exuberante e inteligente tomar conta. Estou a cada dia pegando um pedaço desse passado castrador e com todo o carinho e respeito que ele merece dando uma ultima olhada dobrando com o todo o jeitinho e guardando-o em um baú. Um belo e forte baú. Que em dia breve perderei a chave, já que para mim isso é tarefa fácil.

Nenhum comentário:

Postar um comentário