quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Talvez o segredo seja parar de idealizar.


As moças sonham muitas vezes com uns seres nobres encantadores, criaturas perfeitamente ideais, e assim forjam quimeras acerca dos homens, dos sentimentos e do mundo; depois atribuem inocentemente a um caráter as perfeições com que sonham e nele confiam; amam no homem da sua escolha esse ente imaginário; porém, mais tarde, quando já não podem fugir à desgraça, a aparência enganadora que embelezaram, o seu primeiro ídolo, enfim, transforma-se num esqueleto odioso.
Honoré de Balzac in: A Mulher de Trinta Anos

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